sábado, 25 de dezembro de 2010

Lembrar deixa marcas.

Eu ainda lembro do gosto de Halls na sua boca. Da textura dos seus cabelos entre meus dedos. Das suas carícias no meu pescoço que ligavam com um clique quando as pontas dos meus dedos se punham a deslizar pelas costas de sua orelha. Da sua língua inquieta, àvida por conhecer cada milímetro da minha boca. Da sua barba por fazer me arranhando o queixo. Dos seus olhares fixos, rígidos, porém tímidos. Da minha surpresa quando me dei conta de que sua mão percorria minha perna. Lembro dos seus apertos ocasionais na minha cintura e das besteiras sem nexo que eu falava na esperança de engatar uma conversa empolgante. Seus beijos carinhosos e interesseiros na minha bochecha e seus dedos entrelaçados aos meus confortando minha mão ainda ecoam na minha cabeça. E eu ainda lembro dos arrepios que senti quando você me puxou bem próximo a ti e nossos corpos se colaram. E quando me deitei para dormir naquela noite, senti seu perfume ainda em meu braço e me intoxiquei com ele até fazê-lo desaparecer. Lembro de tudo isso porque venho revivendo essas sensações na cabeça, como quem teme esquecer. Porque foi realmente bom me sentir querida por alguns minutos (que mais pareceram horas).

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