domingo, 9 de dezembro de 2012

A menina, a câmera e o guarda-roupa #12: show de Forfun


"Hoje eu vou ver a vida, viver grandes amores
Mosaicos, malabares, perfumes, sabores
Saltar das cachoeiras, vestir um pano liso
Viver com o necessário e não mais que o preciso
Vi a lua e o sol no mesmo céu
O vento me abraçou"








Eu pensei, pensei, mas não consigo lembrar a data exata de quando foi esse show. Talvez uns três meses atrás. Não importa. Eu sei que foi lindo.

Há muito tempo que eu gosto de Forfun, desde o hit teen História de Verão, mas até  uns dois anos atrás eu não escutava muito. Nesse tempo baixei os CDs e, depois de ouvir o Polisenso e o Alegria Compartilhada, comecei a ansiar pelos shows. Fui em um ano passado (acho. ou no ano anterior, talvez) e fui nesse último. E eu posso dizer que a energia deles, que eles  liberam, que o público libera, não se acha em qualquer lugar. É uma sensação de todo, de que todo mundo está lá só por um motivo e mais nada; é uma comunhão imensa. Ouvir todos cantando com toda a força que têm, ver todo mundo sentando no chão pra ouvir Morada (lindo hino que adotei como meu), ver Danilo expressando em palavras o que todos ali estavam sentindo: "É em momentos assim que eu sei que vale a pena viver, nessa porra!" Tudo isso foi maravilhoso de um modo que só quem presenciou pode testemunhar.

Mas os que podem testemunhar não são muitos. Forfun não aparece direto na TV, nem no rádio, nem no jornal. Eles têm um público restrito, mas fiel. Eu receio que um dos motivos para não haver muitas pessoas ligadas neles seja, na falta de uma palavra melhor, o preconceito. Porque a maioria das pessoas já têm um conceito definido para eles e para o seu som. Os comparam a Fresno, NX Zero e etc., quando eles estão a léguas de distância disso. (Não estou diminuindo essas outras bandas, longe de mim.) As músicas de Forfun trazem uma calmaria e uma paz imensas, e muitas pessoas não podem tirar proveito disso porque não se dão ao trabalho de conhecer antes de começar a jogar pedras.

Outro dia estava eu no carro com uns amigos e coloquei o Alegria Compartilhada pra tocar  (gosto de dirigir com eles tocando pra me acalmar). Uma delas perguntou: "Quem são esses, Sara?" E eu: "Forfun." Ela, muito surpresa: "Sério? Eles mudaram muito não foi?" Faz tempo, muito tempo, que eles mudaram, mas ela não sabia disso porque já tinha uma pré-conceito imortal em relação a eles. 

Enfim, se você nunca escutou, dê uma chance. Minha mãe deu e hoje adora. 

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