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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Se iludir é de graça.

Tipo hoje, logo depois que eu descobri que o que Mayr disse sobre o Quileute tava errado, a gente ficou em pé lá na frente do CAC, naquele jardinzinho que a gente senta e ele tava lá do outro lado do jardim. Não sei se tava me vendo, eu sei que eu tava vendo ele. E quando fomos embora e ele ficou lá, olhei pra trás, só pra vê-lo uma última vez no dia, e não o vi. O procurei com os olhos e vi que ele tava indo falar com a menina, que Mayr tava falando minutos antes, e minha imaginação já disparou, inventando motivos pra ele ter feito isso logo quando a gente saiu. Motivos como perguntar quem era aquela menina de blusa branca e trança.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

#Dia 02 – Seu filme preferido

Vou ter que repetir o mesmo desvio do post anterior. Esse negócio de favoritismo não é mesmo comigo. E ainda mais quando se trata de filmes; é como se me pedissem pra escolher minha amiga favorita. Não tem como. Então vou colocar aqui alguns filmes, mas que fique bem claro que vão faltar muuuuuuuuuuitos. Piratas do Caribe, Peter Pan, Moulin Rouge, The Notebook, Ferri Buller’s Day Off, A Noiva Cadáver, Sweeney Todd, Os Infiltrados, Lisbela e o Prisioneiro, Whatever Works, Maria Antonieta. Foram esses que vieram na minha cabeça agora.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sexta-feira todas.

Eu costumava adorar sextas-feiras. Contava os dias para elas chegarem e as aulas da semana finalmente terem seu fim. Ultimamente não mais. Ultimamente, quando chega sexta-feira, a esperança construída durante o último fim de semana e que veio sendo arrancada de mim durante toda a semana, pétala por pétala, dia após dia, finalmente acaba. A esperança de que algo mudará, de que alguém vai me reconhecer através da Capa da Invisibilidade que pareço vestir todos os dias, contra a vontade.
Tem um ciclo estranho essa esperança. Ela começa quando saio de casa pra ir à faculdade, na segunda. Se conserva no ônibus, vai desvanecendo quando chego ao meu destino e aquela Capa ainda me cobre. No ônibus de volta o dia termina, uma pétala da esperança foi arrancada à força, mas ela ainda está lá. Danificada, mas lá. E o meu pensamento no fim do dia é: há sempre o dia de amanhã. E assim a semana passa. A mesma coisa se repete na terça, na quarta, na quinta e a esperança vai sendo desnudada.
E a temida sexta aparece. O sentimento exagerado ao sair de casa, é agora ou nunca. E como sempre o nunca prevalece sobre o agora. As aulas do dia acabam e a Capa da Invisibilidade ainda está lá. As outras pessoas deixam a sala de aula em um fluxo contínuo, apressadas para chegar aos seus destinos animados, onde irão se divertir, socializar, onde sua esperança talvez dê frutos. E eu não quero ir embora. Faço hora, observando as pessoas, procurando algo em que me segurar para não ter que cedo à casa retornar e não encontrar o que fazer ao chegar lá. Mas não há nada que me prenda, ninguém para me segurar. Então eu cedo, despenco e pego o ônibus em direção a um final de semana cheio de estudo e sem diversão, onde a esperança da semana seguinte será ressuscitada porque, como dizem, é sempre ela a última a morrer.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Eu/30

Vi esse meme no blog da Nathália e resolvi fazê-lo aqui. Mais pra atualizar o blog frequentemente e ter sobre o que escrever do que qualquer outra coisa.

Dia 01 – Sua música favorita
Dia 02 – Seu filme preferido
Dia 03 – Seu programa de televisão favorito
Dia 04 – Seu livro favorito
Dia 05 – Uma citação de alguém
Dia 06 – Uma experiência inesquecível
Dia 07 – Uma foto que te faz feliz
Dia 08 – Uma foto que te deixa irritado / triste
Dia 09 – Uma foto que você tirou
Dia 10 – Uma foto de você há mais de dez anos
Dia 11 – Uma foto sua recente
Dia 12 – Um conto
Dia 13 – Um livro de ficção
Dia 14 – Um livro não-ficcional
Dia 15 – Uma fotomontagem
Dia 16 – Uma musica que faz você chorar (ou quase)
Dia 17 – Uma obra de arte (pintura, desenho, escultura, etc)
Dia 18 – Um poema
Dia 19 – Um talento seu
Dia 20 – Um hobby
Dia 21 – Uma receita
Dia 22 – Um site
Dia 23 – Um vídeo do YouTube
Dia 24 – Seu lugar preferido
Dia 25 – O seu dia, em grande detalhe
Dia 26 – Sua semana, em grande detalhe
Dia 27 – Este mês, em grande detalhe
Dia 28 – Este ano, em grande detalhe
Dia 29 – O que você espera, os sonhos e planos para os próximos 365 dias
Dia 30 – O que você quiser
Dia 31 – O Bônus ou O Fim

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Why can’t I be the one?

tumblr_l7xda92GY21qcct32o1_500 Às vezes eu sou tão patética. Não tem nem mais graça escrever isso aqui. Acho que todos que lêem esse blog (alguém?) já sabe da minha pateticidade. Mas eu não consigo parar. Todo dia é a mesma coisa, acho que tá em mim e nunca vai passar.

Ver um menino bonito na rua, no ônibus, na faculdade, em qualquer lugar e passar o resto da semana do dia pensando nele. Como seria o primeiro encontro, nosso namoro, nosso casamento e etc. Tem coisa mais ridícula? Acho que não.

O pior é quando acontece como hoje. Depois do feriado todo em casa, só mergulhada no estudo ou na ficção, sem meninos para tirar minha atenção, conformada com minha condição de single-ladie-eterna, de repente recebo o impacto do mundo real. Uma pessoa que eu já tinha parado de me imaginar casando com ela me aparece mais irresistível que Damon Salvatore de jaqueta de couro. Ele deve saber o quanto me perturba. Só pode. A pessoa loira, de olhos azuis e parecida com Harry Judd, veste uma blusa xadrez, uma calça dobrada na canela (como se fosse pescar), um tênis igual a um que o Poynter tem e ainda me inventa de dá uma bagunçada nos cabelos à la Edward Cullen. Me diga se eu posso?

E pra girar a faca ainda mais fundo, toda vez que eu olhava pra ele, meu olhar encontrava com aqueles olhos azuis-cor-de-menu-do-windows. O que não faz muita diferença porque ele olha pra todo mundo. Mas, dá licença? Se não vai tirar proveito, pra quê atiçar? Aí fica Sara o resto do dia pensando na pessoa (que já tinha saído da cabeça dela) e lamentando. Se perguntando mais uma vez porque. Por que ela não pode ser the one.

dougie

sábado, 28 de agosto de 2010

Viagem.

Ela sobe no ônibus. Sua próxima jornada de uma hora e meia já começa a entediá-la. Senta em uma cadeira vaga ao lado de uma das janelas após pagar sua passagem e passar pela catraca. Observa aqueles ao seu redor. Conhece cada pessoa e seus detalhes. Com exceção, claro, dos que estão atrás, fora de sua vista. Toma um pouco de água enquanto vê as ruas passarem. Pensa o que vai ser hoje. Uma leitura tremida pelo balanço do ônibus ou olhar pela janela os pedestres e carros? Na medida em que decide o tempo passa, o ônibus corre e ela vai chegando mais perto de seu destino. Seu olhar é atraído para a frente do automóvel. Uma pessoa até então desconhecida embarcou. Sua beleza lhe chama a atenção e ela passa a observá-lo. Passando pela cobradora, ele se dirige para o corredor, procurando um assento vazio. Seus olhares se encontram. Ela não pode esperar que ele se dirija ao lugar vazio ao seu lado. Eles nunca fazem isso. Mesmo que ela lhes peça mentalmente. E com ele não é diferente. Senta duas fileiras à frente dela, no corredor oposto ao seu. Agora ela não conseguirá prestar atenção em sua leitura que nunca começou. A pequena decisão que teria que tomar anteriormente já foi tomada sem o seu consentimento. Duranto o resto de sua jornada ela presta atenção em seu mais novo conhecido. Tentando arrancar dele qualquer traço de sua personalidade. Muitas mexidas no cabelo podem significar vaidade. Sorrisos gratuitos, ele pode ser amoroso. Segurando a bolsa de alguém, gentil. Sua roupa ajuda a defini-lo. Fones nos ouvidos, ele gosta de música. Um anel no dedo anelar, comprometido. Será que ele curte cinema? Qual será sua comida preferida? Qual será seu curso? Onde será que irá descer? Estará ele indo ao mesmo lugar que ela? Sua cabeça enche de suposições e sonhos que não lhe pertencem. Mas ela não tem controle sobre eles. Não os poderia deter. Nem se quisesse. Se surpreende vendo que três paradas antes da sua ele ainda não desembarcou. Será que seguirão ao mesmo lugar? Ao levantar-se, quase esbarra com ele em direção ao fundo do ônibus. Seus olhares se cruzam novamente, mas o embaraço é mais forte e ela abaixa a cabeça, indo na frente. Desce do ônibus e diminui o passo, com intenção de ver aonde ele irá. Se dá conta de que não ao mesmo lugar que ela. Vê suas costas se distanciarem enquanto aquelas suposições e sonhos se partem, caindo. Mas não se desmancham, como papel. São feitas de material mais resistente e ficarão guardadas lá no fundo de sua mente, esperando para serem remendadas.