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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Cinema em casa (DIY)

Tem um móvel uó em casa? Acha a sua sala de TV bem qualquer coisa? Seus amigos não se sentem à vontade quando você os chama para lhe visitar? Seus problemas acabaram! Chegou a super recauchutagem, toda feita com materiais que você acha na sua humilde residência! 

Minha mãe queria mudar o móvel da TV, mas eu queria algo diferente da mesmice de sempre. Fiquei pensando por uns dias. A primeira coisa que me veio à cabeça foi que nós quase não usamos essa televisão para assistir à programação das emissores, ela serve mais para DVDs (filmes, em sua maioria). Então peguei  um balde de tinta vermelha, algumas edições da extinta revista CRASH e voilá!, móvel lindo e novinho. Eu gostei muito do resultado, realmente a sala ficou mais alegre.

Abaixo explico como fiz isso, sem muitos detalhes, até porque não é tão difícil.

Obs: as fotos (exceto a última) foram tiradas com meu celular (que não é smartphone) e, por isso, não estão numa altíssima qualidade. (Porque eu tava com preguiça de pegar a câmera/não sabia onde tava.)

Esse era o móvel original, bem sem gracinha.
Tivemos que lixar ele todo para a tinta pegar melhor.

Máscara para não morrer com o cheiro fortíssimo da tinta. #tôlinda #cindy


Depois de, acho que, dois dias de trabalho, enfim terminei de pintar. Dei duas de mão.
A parte mais divertida: recortar as revistas! Tem fotos de vários filmes, do terror à comédia romântica. Mas só filmes, séries ficaram de fora.
Colamos com cola branca mesmo.
Primeiro as maiores fotos, e em seguida as menores, bem juntinhas, sem deixar nenhum espaço em branco.  (Não pintei a porta de propósito porque ia colar as figuras.)
Depois das figuras todas coladas, a última parte é passar cola branca por cima de tudo para fixar. Não tenha medo, Lingüini não vai ficar branco para sempre. Pode passar a cola sem medo que quando ela seca fica transparente.
Tive uma ajudinha do meu primo Caio nessa parte.
A primeira ideia era passar verniz, mas aqui em casa só tinha para madeira e se eu passasse ia ficar tudo marrom. Então certifique-se de que o seu seja transparente.
Tchanraaam!
(Sim, eu ainda tenho um video-cassete. E ele funciona.)

domingo, 30 de setembro de 2012

O romantismo de John Keats


Eu finalmente resgatei um DVD meu que estava emprestado há séculos. Bright Star (me recuso a me referir a ele pelo título em português). No mesmo dia assisti e me envolvi novamente na beleza do filme. Ele é calmo, triste, belo e doce. Narra um pedaço da história de John Keats, que, pra quem não sabe, foi/é um dos maiores poetas ingleses. O filme resgata os acontecimentos a partir de quando ele conhece o amor de sua vida, Fanny Brawnie. 

Enquanto assistia, me lembrei que ficara maravilhada ao assistí-lo pela primeira vez. O filme é cheio de  gestos, pequenos olhares, detalhes, e a câmera frequentemente chama atenção para os dedos entrelaçados dos dois. E como sempre preciso compartilhar com alguém a arte que vivo, juntei naquela época um bocado de amigas para assistirem também. Ah, e como eu fiquei irada.  Elas não calaram a boca um segundo durante o filme, fazendo comentários de "boring!" e perguntando de dez em dez minutos quanto faltava para o final do filme. 

Mas o que mais me deixou incrédula foi quando alguém reclamou o quanto era estranho o momento em que, sentados no sofá, John Keats descansa a cabeça no peito de Fanny. Quando assistira ao filme sozinha essa foi uma das cenas que mais me chamou a atenção, acho que exatamente por ser 'estranha' aos dias de hoje, quando o mais comum é acontecer o contrário. 

Como pode um ato como o de Keats no filme passar incompreendido pelos olhos de alguém? Talvez a minha amiga, e outras pessoas, estejam tão inseridas nas pré-definições atuais (até de gestos!) que só podem mesmo achar estranho. Tudo já está esculpido em um padrão, e nós só precisamos fazer de acordo com o modelo. Na minha cabeça o gesto de Keats se destaca pela sua sinceridade e exatamente por ser tão incomum.

Ainda no filme, o choro desesperado e sufocante de Fanny Brawnie (palmas para Abbie Cornish) é o mais honesto e perturbador da minha história do cinema. Ela não consegue respirar. No século XXI, as pessoas estão tão desapegadas umas das outras que eu não acho que sejamos capazes de chorar com tamanha sinceridade por alguém. O Romantismo (com r maiúsculo) carrega uma dose de devoção, honestidade e respeito com a qual não estamos acostumados.

"Repousaria sobre o seio maduro do meu justo amor
 Para sentir para sempre sua macia imensidão
 E despertar para sempre em uma doce inquietude
 Ainda, ainda a ouvir o seu suave respirar."

Para mim é natural o encanto que versos como esse de Keats desencadeiam.

E se Quentin Tarantino, que derrama sangue como água, considerou o filme um dos melhores do ano (2009) e o descreveu como "brilhante" em uma carta de amor à diretora Jane Campion, acho que você deveria assisti-lo. Se não para apreciar a arte e a sensibilidade que exalam dele, pelo menos para achá-lo estranho.

domingo, 13 de novembro de 2011

Meia-noite em Paris

Midnight In Paris

Nostalgia Laranja

Primeiro Woody Allen nos transporta para a cidade em que viveremos pelos próximos cem minutos, mostrando planos de ruas, construções, pessoas e chuva em Paris. Depois ele deixa que Owen Wilson nos apresente o doce protagonista da trama, Gil Pender, escritor de roteiros em Hollywood que sonha em ver seu primeiro romance publicado e está noivo de Inez (Rachel McAdams), uma mulher rica tão entediante que todas as suas roupas seguem o mesmo padrão previsível. Então Gil assume o posto de guia e nos confessa que está em viagem turística por sua amada Paris junto com sua noiva e seus sogros, quando casualmente encontra Paul, um conhecido que não inspira nele a mínima simpatia e que, mais tarde, descobrimos ser somente definido corretamente pela palavra pedante. Com sua noiva encantada por Paul e sozinho em sua devoção pelas ruas da cidade, Gil decide se divertir caminhando pela cidade-luz... até ser surpreendido por seus famosos ídolos da Era de Ouro.

E então toda a paleta de cores neutras puxadas para o cinza que presenciamos até aqui e que refletem o mais do mesmo da elite turística (compras e jantares em restaurantes caros) se transformam em uma explosão de laranjas nostálgicos na Paris da década de 20, onde vemos Gil se encontrar com gente como Scott Fitzgerald, Ernest Hemingway, Gertrude Stein, Tolouse Lautrec e Pablo Picasso! A mais notável e reconhecível (apesar de sem o característico bigode) entre todas essas personalidades no entanto, é Salvador Dalí; Adrien Brody se deleita no surrealismo caricato da persona do pintor e transforma tudo em rinocerontes.

As referências (e os nomes à frente delas) só serão captadas obviamente por quem tem o mínimo conhecimento da história da Era de Ouro e seus protagonistas, o que infelizmente não é um grupo de maioria. Fui surpreendida com um "quem é esse" vindo de amigos que me acompanhavam na exibição quando, na tela, um francês baixinho desenhava sentado a uma mesa no Moulin Rouge. Esse é, porém, um mal necessário quando se tem a beleza de um filme nas sutilezas e detalhes que ele oferece. Allen não precisa explicar que Gil está sugerindo o enredo de um futuro filme a Buñuel, assim como não precisa explicar como ele chegou nessa época fantástica e o porquê. Não é isso o que interessa. O importante é ver Gil conviver com pessoas que há muito se calaram e experimentar seu mundo, tão sonhado por ele.

E enquanto Gil Pender passeia pela época de seus sonhos, podemos presenciar o ótimo trabalho de Wilson, perfeitamente encaixado no personagem com seu jeito de bom moço agradável e fácil de lidar, além de seu timing cômico, perfeito na cena em que ele desbanca a explicação de Paul sobre um quadro de Picasso com seu recém-adquirido conhecimento sobre o pintor. Curiosa e bem articulada é a semelhança com Woody Allen que Wilson consegue passar para Gil: nenhum sorriso, desdém, gestos desajeitados e uma leve histeria. Por alguns segundos cheguei a pensar que o próprio diretor havia assumido o papel principal!

Owen Wilson rouba o papel de adorável que sempre cabe à Rachel McAdams, aqui uma jovem fútil e egoísta. Tão digna de algumas viradas de olhos quanto Carla Bruni, mas não pelas mesmas razões. A cantora/atriz se mostra inexpressiva e sem força nenhuma no papel que lhe atribuíram. A minha impressão é de que ela atua com um tele-prompter à sua frente.

As pequenas e entediantes aparições de Bruni, no papel de uma guia turística francesa, não são suficientes contudo para nos desviar do ponto do filme: a reflexão que Allen propõe a medida que o longa se encerra. Gil representa a atitude tipicamente humana de rejeitar o presente e idealizar seus objetivos, resumida no velho ditado que diz que a grama do vizinho é sempre mais verde. Até as personalidades que viviam na época perfeita para Gil ansiavam por uma outra anterior, perfeita para eles mesmos. Ao final de todo esse escapismo que acaba vivendo, Gil chega a conclusão de que o melhor que ele (e todos nós) tem a fazer é aproveitar o presente para, assim, aproveitar a vida. 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Quem é o Capitão América?

captain

Primeiramente temos que entender que no Universo Marvel (e também de outras editoras) há várias dimensões diferentes, com histórias diferentes. A troca de autores e artistas responsáveis por um personagem favorece a criação de várias dimensões onde o personagem principal é submetido a várias mudanças. Com o Capitão América não é diferente, as mudanças até são acentuadas pela longevidade do personagem. Conta-se seis Capitães América (sendo o uniforme do mesmo herói vestido por alter egos diferentes), algumas pessoas contam até sete versões do Sentinela da Liberdade. As informações que eu reuni aqui dizem respeito à Steve Rogers, o primeiro, original e mais conhecido homem por trás da máscara alada.

O Capitão América foi criado por Joe Simon e Jack Kirby, aparecendo pela primeira vez em Captain America Comics #1, em março de 1941. O Capitão foi o principal dos muitos heróis criados nessa época pelos Estados Unidos a fim de reforçar o patriotismo e combater seus inimigos na Segunda Guerra Mundial. Agora chega de informações técnicas e vamos ao que interessa: ficção!

magrelo Steve Rogers era um estudante de artes crescendo durante a Grande Depressão. Seu pai alcóolico morreu quando ele ainda era criança e sua mãe morreu de pneumonia depois que ele acabou a escola. Seu maior sonho era fazer parte da força militar americana, mas seus atributos físicos não foram suficientes para que ele pudesse se alistar. Disposto a ajudar na guerra de qualquer forma, Steve concorda em participar como voluntário da Operação: Renascimento, um projeto que pretendia elevar os soldados americanos à perfeição física. Para isso o projeto utilizava um soro especial e radiação, desenvolvidos pelo cientista Abraham Erskine, que garantia o máximo de eficácia humana, força, velocidade e agilidade. Logo depois de Steve se submeter à essa técnica com sucesso, o Professor Erskine foi assassinado por um nazista, o que fez de Steve o primeiro e único beneficiado pela técnica que deveria criar um exército de supersoldados.

A única arma do Capitão América é seu escudo, que serve tanto para defesa como para ataque, quando funciona como um bumerangue. Pesando 5kg, ele é feito de uma liga de dois metais: o Adamantium, um metal muito mais duro que o diamante e superior ao titânio em resistência; e o Vibranium, capaz de absorver qualquer forma de energia, vibração ou impacto. Assim o escudo do Capitão América é indestrutível e absorve o impacto e a força de tudo que lhe atinge.

CAP_inline Depois de sua transformação, Rogers é designado para ser um agente da inteligência americana e também um herói simbólico, a fim de conter os sucessos da propaganda nazista, vestindo um uniforme feito por ele mesmo baseado na bandeira americana. Steve se tornou amigo do mascote do campo do exército, James Buchanan "Bucky" Barnes, que acidentalmente descobriu sua dupla identidade e se ofereceu para guardar segredo se pudesse se tornar o parceiro do Capitão. Steve concordou e treinou Barnes. Em uma de suas missões, o Capitão e Bucky foram vítimas de uma explosão em um avião e o governo dos Estados Unidos os declarou mortos só para, como em toda HQ de super-herói, descobrirmos que os dois sobreviveram.

Anos depois o Capitão foi convidado a fazer parte do time de super-heróis conhecido como Vingadores, onde fez grandes amizades com Thor, Homem de Ferro (Tony Stark), Vespa e mais tarde, Homem-Aranha e Wolverine. Também trabalhou com os X-Men e se tornou o líder dos Vingadores. A agência de espiões S.H.I.E.L.D., dirigida por Nick Fury (amigo de Steve dos tempos de guerra), foi um dos aliados do Capitão contra seus inimigos.

A vida amorosa de Steve tem dois pontos altos: Sharon Carter e Bernadette "Bernie" Rosenthal. Sharon era agente da S.H.I.E.L.D. e trabalhou com o Capitão em várias missões; a história deles envolve lavagens cerebrais, Sharon atirando no Capitão e falsas mortes. Já Bernie era a nova vizinha do Capitão e descobriu sua identidade secreta através das artimanhas do vilão Baron Zemo, mas logo depois pediu Steve em casamento.

Redskull02 O grande inimigo do Capitão América é o Caveira Vermelha, que vai e volta tá no pé dele com mais um plano mirabolante. Antes de virar inimigo do Capitão, o Caveira era Johann Shmidt, um órfão alemão que viveu nas ruas e conheceu Adolf Hitler em um hotel. Olhando Johann de perto, Hitler pôde sentir sua natureza obscura interior e decidiu treinar ele mesmo o garoto para ser um Socialista Nacional. No final do treinamento, Hitler deu a Johann um uniforme único com uma grotesca máscara vermelha e ele emergiu como o Caveira Vermelha. Seu papel era a personificação da intimidação Nazista, enquanto Hitler poderia permanecer o popular líder da Alemanha. O efeito da propaganda foi tão grande que o governo dos Estados Unidos decidiu contê-la criando seu próprio equivalente usando o destinatário da antiga Operação Renascimento: Steve Rogers, o Capitão América.

O novo filme do Capitão América estréia nos cinemas brasileiros dia 22 de julho desse ano e o trailer está aí em baixo.
P.S.: Pare no 0:24 e tenha um vislumbre do gatíssimo Caveira Vermelha!
 

Fontes: Marvel Universe Wiki
             Wikipédia

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Popcorn and Coke.

Não Me Abandone Jamais (Never Let Me Go)

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No filme, baseado no livro de mesmo nome escrito por Kazuo Ishiguro, a impulsiva Ruth (Keira Knightly), a meiga Kathy (Carey Mulligan) e o peculiar Tommy (Andrew Garfield) são internos da casa (na falta de uma palavra melhor) Hailsham. As crianças crescem nessa mansão no interior da Inglaterra privadas do contato com o mundo externo, vivendo em um mundo padronizado e cru (acentuado aqui pelos tons neutros e escuros do interior de Hailsham, só contrastados com o verde do jardim). As crianças são lembradas de que são especiais mas que precisam andar na linha e se conformarem através dos discursos da Srta. Emily-que mais lembram They Don't Need No Education do Pink Floyd-e pelas histórias horríveis do que acontece com quem tenta cruzar os muros de Hailsham sem permissão.
O filme segue o ponto de vista de Kathy-e é narrado por ela em alguns momentos-e descobrimos juntos que todos os alunos de Hailsham, assim que estiverem maduros, se tornarão Doadores. Eles foram criados para doar seus órgãos, até que seu corpo não suporte mais, depois da terceira ou quarta operação. Aos 18 anos os três são transferidos para outra casa, mais perto da civilização e mais liberal.
Eu pude sentir a solidão de Kathy, à margem da relação de Tommy e Ruth-agora namorados. Kathy está sempre de fora, observando os gestos e as palavras do seu amor de infância. Apesar de já ter soltado muita informação, não vou contar muito mais do filme, senão estraga. Basta saber que a leveza e simplicidade da fotografia é aconchegante, a trilha é incrível e que a atuação do trio principal não deixa brecha para críticas. Keira faz uma confusa e cheia de si (mas nem por isso odiável) Ruth; Carey nos encanta com sua adorável Kathy; e Garfield nos mostra seu inocente e sincero Tommy.
O filme te leva a Imaginar como seria viver sabendo que não poderá realizar todos os seus sonhos, ou ao menos algum deles. Viver sabendo que em algum ponto muito próximo você não poderá responder pelo seu próprio corpo; ele não lhe pertence. A angústia de não ter esperanças.
Apesar do final não muito feliz, o filme todo é lindo a medida que nos apresenta o desenvolvimento dos personagens ao longo de suas vidas. Não Me Abandone Jamais tem o trunfo de nos deixar pensar por nós mesmos, nos permite completar as lacunas, sem abrir completamente o jogo.
A pergunta que ficou na minha cabeça no final foi: Será que os Doadores, mesmo sem a possibilidade de um futuro, conseguem aproveitar a vida melhor do que alguns de nós?

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“What I'm not sure about is if our lives has been so different from the lives of the people we save. We all complete. Maybe none of us really understand what we've lived through or feel we've had enough time.”

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Trailer – Sexo Sem Compromisso

É a mesma comédia romântica com final previsível de sempre, mas eu só te digo duas coisas: Ashton Kutcher e Natalie Portman.

O gnomo viajante.

Então eu finalmente assisti o DVD de Amelie Poulin que ganhei de uma das minahs irmãs no Natal. Já tinha assistido antes mas não me lembrava de tanta originalidade. Dos gostos e desgostos das pessoas aos toques de animação durante todo o filme. Mas acho que essa história não é sobre uma adorável Matilda (vide Sessão da Tarde) moderna, com hobbys esquisitos, uma vida simples, e uma grandiosa imaginação. Eu acho que é sobre fazer a diferença na vida das pessoas. Dar um empurrãozinho aqui e outro ali em favor de alguém. E esse alguém nem precisa ser íntimo. Pelo contrário, é melhor que não seja. Não permanecer todo o tempo com os pensamentos direcionados ao próprio umbigo faz bem. Alguns minutos pensando no que se pode fazer a respeito das necessidades e desejos do outro tem grandes chances de resultar em uma ação simples porém efetiva de sua parte. Com um pouquinho de atenção e uma pitadinha de imaginação, sonhos podem ser realizados.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

SPIDER-MAN!

Imagens de Andrew Garfield e Emma Stone (as Peter e Gwen) no filme de Marc Webb saíram!! AAaahhh!

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MAS A MELHOR EU DEIXEI PRO FINAL:

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Popcorn and Coke

Onde Vivem os monstros

ondevivemosmonstros_3 Max é um garoto de oito anos com a imaginação a pleno vapor. Sua mão e sua irmã mais velha no entanto, parecem não encontrar tempo para suas histórias e invenções. Max então descobre um mundo novo, com criaturas desconhecidas que parecem lhe dispensar mais atenção que sua própria família e que o proclamam rei logo na sua chegada.

O visual do filme é belíssimo, junto com sua simplicidade. Os takes crus dos cenários naturais (florestas, oceano e deserto) desprendem uma sensação de imensidão e liberdade que ilustram o que o pequeno Max começa a viver com seus novos amigos. Os monstros, à exemplo dos humanos, têm, cada um, sua personalidade característica e diversa, e, por isso, não estão livres dos conflitos da convivência. Um deles, Carol, vê me Max um pacificador, o rei que pode fazer com que todos se dêem bem e parem de brigar. É aí que as coisas complicam para Max, quando ele não corresponde às expectativas de Carol.

A ilha onde os monstros vivem se mostra uma metáfora da alegria e inocência da infância. Ninguém precisa se alimentar ou se banhar, todos dormem amontoados em uma pilha e ao menos sinal de tristeza ou desentendimento tudo se resolve com uma guerra de lama. É essa simplicidade e despreocupação que cativa a atenção do público crescido; deve recordá-los como as coisas eram fáceis alguns anos atrás. É irônico portanto que meu primo de dez anos, que assistia ao meu lado, tenha soltado um “Eu acho esse filme muito besta.” Talvez seja verdade o que eles dizem, que a grama mais verde é sempre a do vizinho.

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Onde Vivem os Monstros é ingênuo e encantador, reflete as características da infância, mas lhe fará pensar em questões mais complicadas, como a convivência e o atropelo do mundo em que vivemos. Nos faz querer largar todas as preocupações e reviver a fase mais feliz da vida.

Blue Valentine

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A revista inglesa Empire divulgou quatro (lindas!) novas imagens do meu mais novo filme preferido por antecipação. Estréia próximo dia 14 no UK e, como sempre, anos luzes depois aqui, dia 25 de fevereiro.

Imagens copiadas do HeyUGuys.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Trailer de Limitless

Bradley Cooper é um escritor frustrado que de repente tem a oportunidade de tomar uma pílula melhor que a de Matrix, uma pílula que lhe permite utilizar 100% do seu cérebro. How awesome is that!? Apesar de ter achado que o trailer não precisava ser tão longo e soltar TANTAS informações assim, tô muito ansiosa pra ver isso.
Estréia nos EUA: 18 de março de 2011.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Brechando.

Se o filme for tão lindo quanto o trailer… Imagens estonteantes!
Estréia: 27 de maio.

Popcorn and Coke

Step Up 3
step_up_3d_poster Esse é mais um daqueles filmes que deveriam ter acabado com o final do primeiro. Eu já não tinha gostado muito do segundo mas ainda assim é melhor do que esse.
Luke lidera o grupo de dança Piratas, que vivem junto com ele no prédio que seus pais lhe deixaram de herança, mas que está por um fio por falta de pagamento do aluguel. Os Samurais são os grandes rivais dos Piratas e seu manda-chuva, Julian, vai fazer de tudo pra tomar o prédio onde a trupe de Luke mora e ensaia. A única esperança dos Piratas é ganhar o World Jam, campeonato de dança que garante ao primeiro lugar o prêmio de cem mil dólares.
Durante todo o filme há uma certa busca de originalidade, porém sem sucesso. Os personagens são todos muito rasos, os diálogos clichês e os acontecimentos totalmente previsíveis. Nem os números de dança são lá grande coisa. São tantos efeitos especiais e ferramentas para enfeitar os números que a dança acaba ficando em segundo plano. Ainda que no meio disso tudo, o número simples de Moose e Camille dançando na rua seja alegre e cativante.
O desenvolvimento da relação de Luke e Natalie é inacreditável; você é capaz de adivinhar o que cada um vai falar nos seus diálogos. O ator que interpreta Luke é até bonitinho mas sua atuação… e sua dança… bom, ele é bonitinho.
Um filme pra assistir só uma vez.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Piratas!

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Pirates-of-the-Caribbean-4_1

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Tá rolando agora o evento no Magic Kingdom onde o primeiro trailer do filme vai ser exibido para os fãs presentes. @DisneyPictures e @BruckheimerJB estão atualizando seus twitters com fotos dessa festança. As fotos daí de cima saíram a poucos dias e eu peguei no HeyUGuys.

Michelle Monroe

michelle as marylin

Aí está Michelle Williams linda como Marilyn Monroe. As filmagens de My Week With Marilyn acabaram de ser finalizadas e o filme irá aos cinemas provavelmente no fim de 2011. Emma Watson também está no elenco.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Trailer de Blue Valentine

Ryan Gosling é um amor, esse trailer é um amor e espero que esse filme também seja um amor.

Estréia dia 31 de dezembro nos EUA.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

The-Deathly-Hallows-set-harry-potter-5909710-2200-1791 A ansiedade fazia minhas mãos tremerem enquanto eu esperava a fila da sala 5 começar a andar para finalmente me acomodar na cadeira do cinema e ter que esperar mais dez minutos de atraso até o filme começar. Pelo menos os trailers não foram exibidos. Mas 00:15, quando o filme começou, ninguem foi capaz de segurar o grito de excitação. O longa tão esperado por inúmeros fãs finalmente estava ali.

O mundo mágico está tomado por Voldemort, o medo está presente em todos os cantos da vida bruxa e Harry, Rony e Hermione têm a missão de achar as Horcruxes restantes feitas por Você-Sabe-Quem e devolver a paz e a liberdade aos bruxos.

A parte 1 do Relíquias da Morte serve de introdução explanatória para o movimentado filme que virá em seguida. Ele se concentra nos detalhes, segue fielmente a estória de Rowling e, por isso, há uma sensação de calma e familiaridade intercalada com cenas efetivas de ação e ótimos duelos de varinhas.

harry-potter-and-the-deathly-hallows-part-i-3A metade de um livro distribuída no tempo que geralmente é usado para um livro completo dá espaço para tiradas hilárias, fidelidade à obra original e personagens que custaram a aparecer, como Gui Weasley e Mundungo Fletcher. Gui, à propósito, é lindo e seu casamento com Fleur é encantador.

Creio eu que o ponto central dessa parte é o amadurecimento do trio principal, que agora tem um caminho árduo a trilhar, enquanto lida com seus problemas pessoais. A escassez de efeitos especiais chama nossa atenção para a atuação de Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, guias desse filme mais do que todos os outros, mostrando que também amadureceram desde sua primeira ida à Hogwarts.

Apesar de sombrio, com mortes de personagens amados, o longa arranca risadas mantendo as partes mais engraçadas do livro. A sequência que nos esclarece o Conto dos Três Irmãos é belíssima, uma mudança inesperada no formato dos filmes da série.

Os fãs verão este como o melhor até agora, os leigos terão um ótimo motivo para ir ao cinema.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Trailer de Restless

Depois que vi Milk, Gus Van Sant é meu herói e eu assisto qualquer filme dele sem precisar nem de ler a sinopse. O trailer de Restless acabou de sair e já me apaixonei. O problema dessa paixão é que o filme só estréia dia 28 de janeiro do ano que vem nos EUA, que dirá no Brasil.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Dogville


O filme é todo ambientado na cidade que lhe dá nome, onde uma mulher chega fugindo de gângsters e é escondida pelos habitantes da cidade que, no entanto, pedem em troca que ela trabalhe para eles como forma de recompensa pelo perigo que correm ao acolhê-la. Quando a busca se intensifica porém, os moradores não satisfeitos (e conscientes de sua posição vantajosa) exigem mais da fugitiva e a fazem trabalhar incansavelmente, além de servir de conforto sexual para todos os homens da cidade. Dogville então começa a mostrar suas garras.
Lars Von Trier dirige e roteiriza o filme mas a grande sacada do longa não é o roteiro, nem a direção (apesar de contribuírem); e sim a estética. O filme é dividido em um prólogo e nove capítulos, cada um com uma pequena descrição inicial dos fatos que se seguirão. A cidade (Dogville) se restringe a um grande galpão onde as casas são desenhadas no chão, ou seja, as paredes não existem. A proporção também não está lá, o espaço dentro das casas é reduzido, enquanto a presença dos móveis em tamanho normal e das pessoas aumenta a sensação de desproporcionalidade.
Nos perguntamos qual seria a necessidade desse tipo de cenário (ou a falta dele), mas enquanto o filme se desenrola não precisamos esperar muito pela resposta. Logo percebemos que essa forma teatral de ambientação (e também a ausência de uma trilha sonora) tem um propósito. O fato de podermos ver (ao mesmo tempo) tudo o que acontece dentro das casas nos aproxima dos personagens, eles perdem a sua privacidade diante do público. Nos dá a idéia de que, em uma cidade pequena, nada pode ser escondido.
Em uma cena em que Grace, a personagem principal brilhantemente interpretada por Nicole Kidman, é abusada sexualmente por um dos moradores, toda a vizinhança pode ser vista tomando conta de seus afazeres diários, inconscientes do que acontece bem debaixo de seu nariz ou, talvez, indiferentes.
O que não pode deixar de ser destacado porém, é o final apoteótico do filme. Totalmente surpreendente e de uma ironia impiedosa, desperta em nós sensações e desejos que nos fazem refletir se somos tão cruéis quanto os moradores de Dogville, ou apenas tão humanos quanto eles.