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sábado, 25 de dezembro de 2010

Lembrar deixa marcas.

Eu ainda lembro do gosto de Halls na sua boca. Da textura dos seus cabelos entre meus dedos. Das suas carícias no meu pescoço que ligavam com um clique quando as pontas dos meus dedos se punham a deslizar pelas costas de sua orelha. Da sua língua inquieta, àvida por conhecer cada milímetro da minha boca. Da sua barba por fazer me arranhando o queixo. Dos seus olhares fixos, rígidos, porém tímidos. Da minha surpresa quando me dei conta de que sua mão percorria minha perna. Lembro dos seus apertos ocasionais na minha cintura e das besteiras sem nexo que eu falava na esperança de engatar uma conversa empolgante. Seus beijos carinhosos e interesseiros na minha bochecha e seus dedos entrelaçados aos meus confortando minha mão ainda ecoam na minha cabeça. E eu ainda lembro dos arrepios que senti quando você me puxou bem próximo a ti e nossos corpos se colaram. E quando me deitei para dormir naquela noite, senti seu perfume ainda em meu braço e me intoxiquei com ele até fazê-lo desaparecer. Lembro de tudo isso porque venho revivendo essas sensações na cabeça, como quem teme esquecer. Porque foi realmente bom me sentir querida por alguns minutos (que mais pareceram horas).

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

#Dia 12 – Um conto

O melhor brinquedo do condomínio.
Louco pelos Beatles que era, não dividia as músicas deles com ninguém. Um dia, deitado na cama de solteiro de Maria, numa daquelas tardes de amor de lençol, ela levantou para fazer tocar o Abbey Road. Era a primeira menina da vida dele que gostava de Beatles, e quando ele descobriu isso, já era tarde demais pra terminar. Todo mundo achava loucura, mas nada lhe tirava da cabeça que gostar de meninas que não curtissem os meninos de Liverpool o deixava à vontade pra morrer ouvindo 'Something' sem pensar em nenhuma Carolina, Aline, Luana ou naquela que era a mulher mais maravilhosa do mundo calçando tênis amarelo e blusa do Smiths.
Ela procurava o cd na prateleira enquanto ele pensava em mil desculpas para sair correndo do quarto:
- Eu tô sentindo que minha casa está sendo assaltada, preciso ir embora.
- Essa é a melhor hora do dia pra colher o manjericão da minha horta caseira, preciso ir embora.
- Lembrei que tenho consulta marcada no dermatologista em dez minutos, preciso ir embora.
Lembrou que morava em apartamento, não cultivava uma horta caseira e que tinha pavor à médico. Começou a suar frio na hora que o drive do som abriu, e achou que fosse ter um troço quando ela apertou play. Mas foi bem nessa hora, que ela virou pra ele, cabelo bagunçado, a pinta do lado esquerdo do queixo, a blusa do Homem-Aranha, a pele cor de leite sem nescau, e disse:
- Olha, eu sei que você sabe a história de cada faixa, sabe todas as mensagens supostamente subliminares da foto da capa e deve saber de có um punhado de curiosidades pra me contar. Sei ainda que você tá odiando que eu coloquei esse cd, porque esses caras pra você, são que nem filho único quando ganha o melhor brinquedo do condomínio: não divide com ninguém.
Então, eu vou lhe dizer. Eu gosto dos Beatles porque quando eu tinha seis anos, eu era louca por animais do mar e meu pai organizou a festa do amigo Polvo. E todo mundo da festa ganhava uma fita com a música 'Octopus Garden' gravada. Cresci ouvindo essa música e pra mim, ela tem cheiro de brigadeiro e do perfume do meu pai. Então, eu não vou roubar os Beatles de você, porque eles já são meus primeiro, tá?
Puxou-a pra si na mesma hora em que começava 'Come Together'. E enquanto sentia o cheiro do seu shampoo, fechou os olhos e não conseguiu não pensar:
- Porra, lá se vai Octopus Garden.

-x--x-
Só por causa da camisa do Homen-Aranha.
Quem escreveu esse conto foi a Nathália.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

domingo, 28 de novembro de 2010

#Dia 06 – Uma experiência inesquecível

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Minha viagem à Disney em 2007. Foi a primeira coisa que me veio à cabeça e eu tenho certeza que nunca vou esquecer. Minha primeira viagem pra fora do país, minha primeira experiência com outra cultura, meu primeiro grande sonho realizado. Só quem foi pra saber a perfeição que é aquele lugar. É tudo lindo, impecável. Ainda sonho que estou lá às vezes e sempre, ao acordar, surgem na minha cabeça as palavras de Antônio Nóbrega: “Ontem sonhei que estava num paraíso onde nem era preciso dormir para se sonhar.”

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

#Dia 02 – Seu filme preferido

Vou ter que repetir o mesmo desvio do post anterior. Esse negócio de favoritismo não é mesmo comigo. E ainda mais quando se trata de filmes; é como se me pedissem pra escolher minha amiga favorita. Não tem como. Então vou colocar aqui alguns filmes, mas que fique bem claro que vão faltar muuuuuuuuuuitos. Piratas do Caribe, Peter Pan, Moulin Rouge, The Notebook, Ferri Buller’s Day Off, A Noiva Cadáver, Sweeney Todd, Os Infiltrados, Lisbela e o Prisioneiro, Whatever Works, Maria Antonieta. Foram esses que vieram na minha cabeça agora.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sexta-feira todas.

Eu costumava adorar sextas-feiras. Contava os dias para elas chegarem e as aulas da semana finalmente terem seu fim. Ultimamente não mais. Ultimamente, quando chega sexta-feira, a esperança construída durante o último fim de semana e que veio sendo arrancada de mim durante toda a semana, pétala por pétala, dia após dia, finalmente acaba. A esperança de que algo mudará, de que alguém vai me reconhecer através da Capa da Invisibilidade que pareço vestir todos os dias, contra a vontade.
Tem um ciclo estranho essa esperança. Ela começa quando saio de casa pra ir à faculdade, na segunda. Se conserva no ônibus, vai desvanecendo quando chego ao meu destino e aquela Capa ainda me cobre. No ônibus de volta o dia termina, uma pétala da esperança foi arrancada à força, mas ela ainda está lá. Danificada, mas lá. E o meu pensamento no fim do dia é: há sempre o dia de amanhã. E assim a semana passa. A mesma coisa se repete na terça, na quarta, na quinta e a esperança vai sendo desnudada.
E a temida sexta aparece. O sentimento exagerado ao sair de casa, é agora ou nunca. E como sempre o nunca prevalece sobre o agora. As aulas do dia acabam e a Capa da Invisibilidade ainda está lá. As outras pessoas deixam a sala de aula em um fluxo contínuo, apressadas para chegar aos seus destinos animados, onde irão se divertir, socializar, onde sua esperança talvez dê frutos. E eu não quero ir embora. Faço hora, observando as pessoas, procurando algo em que me segurar para não ter que cedo à casa retornar e não encontrar o que fazer ao chegar lá. Mas não há nada que me prenda, ninguém para me segurar. Então eu cedo, despenco e pego o ônibus em direção a um final de semana cheio de estudo e sem diversão, onde a esperança da semana seguinte será ressuscitada porque, como dizem, é sempre ela a última a morrer.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Eu/30

Vi esse meme no blog da Nathália e resolvi fazê-lo aqui. Mais pra atualizar o blog frequentemente e ter sobre o que escrever do que qualquer outra coisa.

Dia 01 – Sua música favorita
Dia 02 – Seu filme preferido
Dia 03 – Seu programa de televisão favorito
Dia 04 – Seu livro favorito
Dia 05 – Uma citação de alguém
Dia 06 – Uma experiência inesquecível
Dia 07 – Uma foto que te faz feliz
Dia 08 – Uma foto que te deixa irritado / triste
Dia 09 – Uma foto que você tirou
Dia 10 – Uma foto de você há mais de dez anos
Dia 11 – Uma foto sua recente
Dia 12 – Um conto
Dia 13 – Um livro de ficção
Dia 14 – Um livro não-ficcional
Dia 15 – Uma fotomontagem
Dia 16 – Uma musica que faz você chorar (ou quase)
Dia 17 – Uma obra de arte (pintura, desenho, escultura, etc)
Dia 18 – Um poema
Dia 19 – Um talento seu
Dia 20 – Um hobby
Dia 21 – Uma receita
Dia 22 – Um site
Dia 23 – Um vídeo do YouTube
Dia 24 – Seu lugar preferido
Dia 25 – O seu dia, em grande detalhe
Dia 26 – Sua semana, em grande detalhe
Dia 27 – Este mês, em grande detalhe
Dia 28 – Este ano, em grande detalhe
Dia 29 – O que você espera, os sonhos e planos para os próximos 365 dias
Dia 30 – O que você quiser
Dia 31 – O Bônus ou O Fim