segunda-feira, 7 de outubro de 2013
how it is
Eu fui ler Becket pra ver se parava de confundir ele com Brecht e me deparei com esse parágrafo, que é basicamente o que eu tô sentindo agora.
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Histórico de leitura: A Guerra dos Tronos
terça-feira, 16 de abril de 2013
A história que a Morte contou
segunda-feira, 21 de março de 2011
Primeiro Vlog
Primeiro comentário: COMO a pessoa faz um primeiro vídeo e sai tão estranha na foto que aparece?
Aí está a minha pessoa discursando com exclusividade (e sotaque). Relevem um pouquinho porque é o meu primeiro vídeo (como eu já disse) e eu não editei. Tive que pedir pra @CeciGFletcher colocar no youtube porque ela é ryca e tem GVT. Thanks a ela.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Cookies and Tea!
Unearthly – Cynthia Hand
Clara tem dezesseis anos e mora com a mãe e o adorável irmão mais novo, Jeffrey, na Califórnia. Sua mãe é uma Dimidius, filha de uma humana e um anjo, o que faz de Clara uma Quartarius; resumindo: ela tem sangue angelical, asas incluídas.
Na mitologia de Unearthly cada pessoa com sangue de anjo correndo pelas veias tem um propósito na Terra, algo que foi predestinado à fazer. Entregar uma mensagem, dar um empurrãozinho em vidas alheias aqui ou ali, salvar alguém. O livro começa com uma das visões de Clara, visões essas que são o modo como cada propósito é entregue ao seu destinatário. Em suas visões Clara vê um lindo garoto de costas à sua espera no meio de uma floresta atacada por um incêndio (ui!) e junto com sua atenciosa mãe deduz que irá ter que salvá-lo. Seria lindo se ela não tivesse que empacotar todas as tralhas e se mudar pra Jackson, em Wyoming, onde, a partir de detalhes coletados de suas visões, ela descobre que é o lugar onde o boy misterioso se encontra.
Então, a primeira coisa que Clara dá de cara quando entra na sua nova escola é Christian, sua obsessão, o garoto que ela só conhecia em visões, pelas costas e de perfil. Passado o susto, Clara luta para se aproximar de Christian (que, por acaso, tem namorada, como todos os bons partidos soltos por aí e que não jogam no outro time) e se concentra em desvendar os quatro Q’s (quando, o quê, porquê e como) da sua visão. Enquanto isso faz amizade com a meiga Wendy e a misteriosa Angela, além de ter o irritante, porém charmoso, Tucker (irmão gêmeo de Wendy) pegando no seu pé durante as aulas.
No cenário bucólico de Jackson, Clara tenta aprender a voar com sua mãe, que vai ficando mais e mais misteriosa com o passar do tempo, evitando falar sobre anjos e propósitos.
Os sentimentos de Clara por Christian se mostram confusos, e fica difícil saber se o que ela quer é dar uns gets nele ou se sua relação é puramente “profissional”.
A escrita de Cynthia flui suavemente, com pitadas de comédia e aventura. Grande destaque para as aulas de História Inglesa ministradas pelo professor Erikson. O cara dividiu a sala entre as classes sociais em voga na Europa da Idade Média, tipo um sorteio pra saber se você será parte do clero, da nobreza ou da servidão eterna. How awesome is that?? E os estudante ainda podiam acusar uns aos outros de bruxaria e votar pra saber se o réu iria pra fogueira. Gênio.
Todo o livro é pincelado por essa criatividade de Hand e to top it off, há um final revelador e que pode desgostar as mais conservadoras. Unearthly é simples e sem muitas surpresas, mas os detalhes peculiares e as relações aconchegantes valem a leitura. Um adorável Chick-lit!
O livro saiu mês passado, então só tem em inglês, mas pra quem se interessou pode se jogar no 4shared comprar na internet. Aqui tá o blog da autora.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Cookies and Tea
A Tempestade, William Shakespeare
Depois de ser destronado pelo próprio irmão, Próspero é deixado para morrer no mar num frágil barquinho junto com sua filha, Miranda. Mas os dois conseguem se salvar e passam a viver nessa ilha desabitada, onde Próspero adquire certos poderes. Anos depois, a vingança o chama a desencadear uma tempestade que naufraga o navio onde seus traidores se encontravam e que os faz acabar também na ilha. Com a ajuda do espírito Ariel, Próspero dá continuidade à sua vingança, que não é daquelas sanguinárias de novela das 9, que fique claro. Apesar de envolver uma tempestade, não infringe grandes danos às vítimas, é mais um jogo psicológico e, no final, o perdão e a compreensão prevalecem.
Além de Ariel, Próspero também “controla” Calibán, seu servo deformado. Esses personagens podem lhe ser conhecidos, leitor. Eu lhe digo o por que. Ariel e Calibán foram usados por Álvares de Azevêdo, poeta romântico brasileiro, pra representar as duas personalidades que ele assume em seu Lira dos Vinte Anos. Ariel é a parte conformada e obediente e Calibán, o desaforo e a rebeldia; assim o poeta personificou a dualidade romântica.
Voltando ao livro… também tem romance! Miranda se apaixona (e é correspondida) por Fernando, filho de um dos traidores de seu pai. Como não poderia ser diferente, esse amor é perfeito e idealizado. Na segunda vez que se vêem Miranda e Fernando já juram amor eterno, mas da forma mais bonita e inspirada, através da escrita de Shakespeare. Essa lenda morta consegue transformar uma sentença comum sobre uma ação cotidiana em uma bela dança de palavras e metáforas tão agradáveis que lhe fazem lê-las e relê-las até que se façam inesquecíveis.
A Tempestade não é a melhor obra de Shakespeare, mas sendo dele, é muito melhor que muitas por aí. Escrita em 1611, foi a sua última peça e vai pros cinemas pelas mãos da diretora de Across the Universe em algum momento desse ano.

