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terça-feira, 3 de março de 2015

Oranjee

Um dos problemas é que eu não posso falar sobre tu com ninguém. Não sei se por conta dos foras e esculachos que já levei, mas não fico à vontade. Na verdade o que eu queria mesmo era falar contigo. Eu queria saber como está a tua viagem, e o que tu já viu aí, e os perrengues, e as surpresas (porque tu fica tão engraçado contando histórias). E queria te contar como tá por aqui. 

Mas Victor disse que eu tenho que segurar o sentimento. E que se já tivesse mesmo sentimento entre nós a gente teria se visto antes de vocês ir. E eu juro como eu tento me segurar nisso, e provar pra mim mesma que o que a gente tem (a gente tem alguma coisa?) não é nada, ou não é nada especial. E que é só carne, é palpável, mas é só físico. Mas para mim é mais que isso. E o meu medo é essa relação unilateral de novo. Porque eu já gosto tanto de você, a gente tem tanta coisa em comum. São muito mais reais as nossas convergências do que eram as minhas com aquele-que-não-deve-ser-nomeado. Porque caramba, como é ruim isso! Dar sempre e não receber nada.

E tu é tão bom em tudo; tranquilo, generoso, inteligente, gostoso, engraçado (tenho até vergonha de rir de tudo que tu fala, como uma idiota) e etc. Seria muito bom aprender mais sobre você – e me dá uma agonia que eu já tenha escrito isso nesse blog sobre outra pessoa. E eu sei que o que a gente teve foi pouco e que todo mundo me julga quando eu demonstro interesse depois de tão pouco. Mas pouco é muito pra quem nunca teve grandes coisas.

E ontem, enquanto tentava puxar assunto com as meninas no whatsapp e me segurando para não falar sobre você foi que finalmente me ocorreu; que não é que ninguém quer me escutar, sou eu que estou com vergonha de falar sobre isso com as minhas amigas. Com minhas amigas, com quem eu falo sobre tudo! Vi que eu tava com vergonha de me expor, de dizer o quanto eu estou interessada e parece que você não. Porque parece que isso está acontecendo mais uma vez, para variar. E eu me sinto como uma idiota por desejar que tudo isso (a gente) dê em alguma coisa, porque nunca dá. 

E eu lembrei do que eu tava sentindo antes d’aquele-que-não-deve-ser-nomeado. Eu sentia uma liberdade para gostar e deixar isso transparecer, porque a gente não precisa ter vergonha de gostar de alguém. E se a pessoa não gosta de volta não é nossa culpa, nem dela, e a vida segue. E acho que o que eu tenho é medo, medo de você não gostar de volta. Então eu fico pensando no futuro, em como vai ser, e com receio de você não gostar de volta e, principalmente, com receio do que eu vou sentir quando tiver certeza disso.  

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

G

I still catch myself thinking about you sometimes. The things we imagined and never got the chance to do. The things you promised me. The things you said you were going to do to me and the things I thought of doing to you.
I catch myself remembering we chated for hours and into the night without never seeing each other faces in the flesh. And this feeling we had something so awesome only gets stronger and more intense because even though I've talked (read this word in its real meaning, nothing more) with others after you it was never so spontaneous and funny and so so easy like it was with you. And to remember this it makes these other chats seem only tough and boring. I have to put so much effort into them. And I would love for them to work, these other experiences, but there is always something missing. And I miss it. I miss you and your silly and easy laugh. I miss knowing what you're doing.
Sometimes I just want to ask you how you are. I wish I could do that without sounding desperate or needy. I want to know if you're sick or if your flu finally went away. But I've been trying to keep in mind this is not my (or our) reality anymore. Maybe it never were.
Whatever it was it's just fading. It was just all these expectations soaring over my head. When I squished your "no" out of you it all started to fade. In such a difficult and frustrating way. I keep trying to reach these memories before they are too gone. I wanted you to know all this and I just know you won't because I'm not the one who will send you these words.
Above all I'm grateful for I have known you and have gotten to live that with you (or with myself). I know you are a really really wonderful person. That coming from someone who knew only maybe 20% of your true self. I just want you to be the happiest you can. I'm pretty sure the person you choose to be by your side, to laugh, talk, live and love, will be a really lucky one.

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

never apologize for how you feel.

Nos últimos dias eu tenho vivido em uma montanha russa. Com altos tão altos (altos para mim, mesmo que não tão altos assim para outras pessoas) que deixaram minha cabeça tonta, sem muita noção do resto do mundo ao meu redor. Uma montanha russa que se movia ao redor de uma pessoa. Uma pessoa que eu nem cheguei a conhecer (poderia colocar um ‘ainda’ aqui, mas não vou para não me alimentar de esperanças).

Eram conversas intermináveis sobre tudo e sobre o que poderíamos ser e eu estou quase chorando enquanto digito isso. Pode parecer estúpido e ingênuo, mas eu aprendi a não subestimar meus sentimentos; pois se eu sinto, é real. E me dói ter que me livrar de um sentimento que só quer o bem, o meu e o de outra pessoa. Pra mim não faz sentido pensar que é um sentimento ruim, só por não ser correspondido. Eu convivi com isso minha vida toda, e sei que só não é bom para mim, mas isso no final, quando a ficha cai e eu me dou conta. De que estava vivendo isso sozinha, na minha cabeça. De que ninguém me acompanhava nessa viagem num trem sem maquinista. Ou onde o maquinista era manuseado pelos meus desejos mais fortes e antigos.

Mas enquanto eu vivia essa viagem, de imagens e conversas, era tudo lindo de uma forma que eu nunca vivenciei. E de uma forma que me fazia querer mais, mais do que eu nunca tive e sempre desejei. As portas se abriam quando você falava da sua casa e de como seria bom quando a gente se encontrasse. E era tudo tão sincero, a gente ria tanto e tanto e de tudo, como ‘tbcds’, como você diria.

Mas a minha ansiedade é tanta que eu fico só imaginando, e a minha imaginação me mata. Já me matou outras vezes, e está me matando de novo. E eu posso estar sendo dramática, pode ser que nem tenha acabado ainda. Mas não aguento que você (que ninguém na verdade, mas esses dias principalmente você) não me responda, enquanto te vejo online no whatsapp. Acabei de retirar a configuração de última visualização do meu, para parar com essa mania psicótica de olhar o último momento que você estava lá, para parar de fingir o mínimo de consciência sobre a sua vida.

Porque eu meio que cansei. Cansei de me sentir sozinha, mas cansei também de me sentir sozinha junto. Acho que esse é o pior. E acho que fico melhor sozinha sem ser junto mesmo. Mesmo que ache que seríamos melhores ainda se juntos. Mas juntos de verdade. E não só nas altas horas da noite, pelo celular. Isso não me basta de jeito nenhum. Isso é só um adendo a uma coisa que deveria ser maior.

Eu realmente gosto de tu, como já te disse, idiota que sou. Te desejo tudo de melhor e não guardo rancor. Acho que vou te deixar ir. E é engraçado porque uns dois dias atrás eu tinha decidido exatamente o oposto, que não ia deixar você ir embora tão fácil assim. Mas eu não posso mudar o que não está ao meu alcance.

E eu sei que esse discurso só vai durar até a próxima vez que você vier falar comigo com o seu “OLAR” infantil.


Mas por agora eu me sinto melhor. Depois de colocar tudo pra fora de uma forma que eu consigo, de uma forma que eu me faço entender. Esse é o lado bom: mesmo que eu nunca arrume ninguém, e morra sozinha com minha barraca de sucos na praia, eu sempre vou ter a escrita para nela me apoiar. 

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Se é amor transborda

É tanto amor pra dar que não cabe em mim. Tenho que colocar pra fora. Faço isso de bom grado e com uma alegria que só o ato de servir é capaz de trazer. Não é como se eu conseguisse manter esse amor recluso dentro de mim, ele tem que sair. De outro modo, explodo em uma crise de nervosismo e ansiedade. Sou um ser social, apesar de não ser sociável. Mas no meu cerne está a convivência e a servidão para com os meus. 

Triste é ver as pessoas encararem, hoje em dia, a pura e simples servidão amorosa com estranheza. Isso vem a cada dia mais me assustando. Ninguém mais faz nada sem esperar retribuição. 

Posso dizer que faço não por me sentir superior, mas por não conhecer outro caminho. Esse é o meu caminho dos tijolos amarelos e por mais que ele me espanque, me decepcione e tire até sangue e felicidade de mim às vezes, eu estou atrelada a ele desde que nasci. Não consigo viver a indiferença, viver com indiferença. Não consigo não procurar saber, não insistir para um encontro, não ligar, não me doar. Não consigo não fazer tudo que está ao meu alcance para ver um sorriso no rosto dos meus amigos e amigas. 

E se, pelos acasos da vida, um amigo ou amiga perde esse sorriso eu não fico em paz. É como um cuco dentro da minha cabeça, que me lembra a intervalos regulares que uma parte de mim não está bem. Eu não consigo conviver com uma parte de mim doente desse jeito. Porque cada pessoa que me é cara é sim uma parte de mim. Uma parte indissociável de mim.  

Eu tenho que ir lá e fazer o que posso pra chamar de volta o sorriso que me acalma. Acaba sendo uma coisa meio egoísta. Mas se todos os egoísmos passassem pela servidão espontânea, acho que estaríamos muito melhores. 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Meme das biscats (mais conhecido como I would!)

Então, esse foi um meme criado (ou recriado) pela Carol do RGB e o nome original é "10 famosos que eu daria". Eu decidi dar uma embelezada no meu blog (isso não se faz com layout, e sim com fotos bonitas, aprenda) e passar essa corrente tão maravilhosa e abençoada adiante. As regras são simples: 10 famosos com quem você faria um tico-tico-no-fubá, uma foto de cada, e o por quê. Já se animou? Vem gent!


DOUGIE POYNTER: Quem me conhece sabe que essa pessoinha é o meu one and only. Ele nem é tão alto e nem musculoso, mas me quebra de um jeito... loiro, LINDO, tatuado, engraçado e lindo mais uma vez. Eu casava sem nem pensar duas vezes, até minha mãe já abençoou nossa união. Meu lema é: Do me Dougie style.


ASHTON KUTCHER: Precisa-se mesmo, realmente, dizer mais alguma coisa quando se olha para esses olhos castanhos lindos e esse sorriso de 'não quero posar pra foto, mas pra não ser grosso vou fazer uma carinha simpatchica'. Você não nos engana, Ashton! Por baixo dessa carinha tem um poder imenso, ai. Não é à toa que a Demi ficou malzona depois que foi chutada, porque néan, quero ver ela achar outro desse, ainda mais nessa idade.


JAMES LAFFERTY: Gato, vem fazer um garrafão em mim (eu podia fazer um trocadilho com 'enterrada', mas achei que ia ficar muito vulgar, oi?). O boy joga basquete, apenas isso. Honestamente, vou querer mais o quê?


JENSEN ACKLES: Tem que dar explicação? É, também acho que não precisa.


JOSEPH GORDON-LEVITT: Ele é inteligente, ele é um ator incrível, ele é bonzinho, ele canta, é lindo e tem cara de ser daqueles com um papo legal infinito que não acaba nunca. E se você ainda não se convenceu, dá uma olhada nessa foto. Oi, gente, tudo bem com vocês depois dessa?


STEPHEN AMELL: Só mesmo com uma coisa dessas como protagonista para aguentar assistir Arrow além do terceiro episódio, viu? Ô seriezinha ruim! Mas quem precisa prestar atenção em roteiro e personagens secundários with all this going on bem na sua frente? Eu não.


ALEX TURNER: Ai, Alex eu já gostei muito mais de você, quando você não era tão cheio de si. MAAAS, a carne é fraca e eu neeem me importo! Gato + cara de safado: bingo! Imagina uma coisa dessas cantando no seu ouvido com aquela voz maravilhosa: "The type of kisses where teeth collide..."


ALEXANDER SKARSGARD: Para quem não conhece, eu tenho o prazer de apresentar esse deus nórdico de apenas 1,94m (UM METRO E NOVENTA E QUATRO CENTÍMETROS) de pura sedução e testosterona. Olha o tamanho dessas pernas. Apenas isso. Clique aqui para um curso básico ministrado por Alex de como engravidar uma mulher em 15 segundos.


JAKE GYLLENHAAL: Como não amar Jakezinho? Os olhos azuis, esse sorriso maravilhoso, esse corpitchu... ai, ai. Ele é um dos pouquíssimos homens com muitos pelos no peito que eu faria. O que são uns pelinhos a mais quando se pode ganhar tudo isso, não é meshmo?


RYAN GOSLING: Oi? Não tem o que dizer. É mais forte que eu. É só ele me olhar que my body is ready.


[BÔNUS]

Eu fiquei tão emocionada com tantos boyss magias que fiz as contas erradas e separei 11 ao invés de 10 caras que eu faria. Mas tenho certeza que ninguém vai ficar triste com mais um, né? E eu não vou estar desperdiçando foto de boys não.


JÁN DURICA: Não, apesar de parecer, não é um novo galã de Hollywood. Se você não sabe quem é, precisa prestar mais atenção aos jogos que rolam durante as Copas do Mundo, queridinha! Ou, se for o caso, precisa prestar atenção ao que realmente importa nos jogos das Copas: os jogadoreeeeees. Este aí é um eslovaco esperto que dá o ar da sua graça nas competições mundiais. Para mim foi o jogador mais belo e bem apessoado da última Copa. Quando falo dele ninguém sabe do que eu tô falando, mas o seu nome estará gravado na minha memória para sempre. Beijo, Ján! MWAH!

quinta-feira, 11 de abril de 2013

You're so lucky!


Renato, eu e Camila arrasani!
Não existem muitos shows de bandas estrangeiras na minha cidade. Agora é que Recife tá começando a entrar no circuito de shows bafônicos. (Apesar de que eu fui pra shows da minhas bandas preferidas na minha linda cidade: RBD em 2006 e McFly em 2009 - yeah, these are my favorite bands, deal with it.) Também já teve Jason Mraz, Jack Johnson, Black Eyed Peas, Iron Maden e Elton John. Pensando bem está bem adiantado o bagulho. 

Mas tem uns arrependimentos que eu sinto por não ter ido para certos shows por puro desleixo. Tipo o de Amy Winehouse que teve aqui e eu não fui, logo depois ela morreu. Nunca mais a verei ao vivo, triste. Paul McCartney também veio e eu não fui, tive que ficar aguentando todo mundo comentando o quanto o show foi MA-RA-VI-LHO-SO.

Então, quando saiu a notícia de que Franz fucking Ferdinand iria aportar aqui eu não pestanejei e comprei logo o ingresso. Mesmo sem ter ninguém pra ir comigo. Mesmo só tendo escutado os dois primeiros álbuns deles e sem saber todas as músicas decoradas. Mesmo sem ter escutado eles há um tempo. Por vários dias fiquei implorando a todos que conheço para alguém ir comigo. Nada. 

Já faz um tempo que decidi não esperar por ninguém para ir a lugar nenhum. Aprendi que dá muito mais futuro, e não se perde nada com isso, pelo contrário, se ganha. Já deixei passar muita coisa por falta de companhia. I'll tell you what: não mais. Antes só do que nunca. Então decidi não vender meu ingresso e esperar que aparecesse alguém, por mais desconhecido, pra ir comigo. Do contrário, eu iria sozinha.

Até que, tchanram!, aparece Renato, recém-chegado de Portugal e de ingresso comprado! Posso falar, eu não poderia ter arranjado companhia melhor. Assisti ao show com ele e uma amiga dele, Camila. E foi awesome (não existe palavra em português que se compare a essa e que não seja palavrão)! Mesmo eles tocando muitas músicas do CD que nem saiu ainda e que eu não conhecia, eu pulei tanto, suei tanto, dancei tanto e gritei tanto que fiquei rouca. Acho, acho não, tenho certeza, que quando uma banda é boa, ela é boa mesmo quando você não sabe todas as músicas de cor. Isso não importa quando se pode dançar, gritar e se divertir com pessoas legais.

Mesmo sem isso, a parte em que eles cantaram Do You Want To já valeu os 100 dinheiros que eu paguei pelo ingresso.

Foto: Katherine Coutinho/G1

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Não tá fácil pra ninguém



Comecei a assistir a mais um seriado de mulherzinha. Esse talvez o mais conhecido e reverenciado seriado de mulherzinha da história, apesar de ser original e direto (ou talvez por isso mesmo). Desde 1998, quando foi lançada, Sex and the City mostrou - se é que alguém tinha dúvidas disso - que mulheres também falam sobre sexo, e não é pouco, não. 

Mas o que importa, e o que me chamou a escrever, é que a cidade de Carrie Bradshaw poderia muito bem ser Recife. A identificação foi bruta e imediata. Em cada fala do episódio piloto eu consegui encontrar paralelos com a minha vida e com a vida de recifenses que eu conheço. Quatro tópicos são os que mais chamam a atenção para a crueldade da vida em uma metrópole (NY ou Recife, your choice). 

1) Muitas mulheres lindas e interessantes solteiras
“Há milhares, talvez dezenas de milhares de mulheres assim nessa cidade. Todas nós as conhecemos e concordamos que elas são ótimas. E todas estão sozinhas.” Pois é, Carrie, aqui em Recife não é diferente. É só andar pelas ruas, pelos restaurantes, pelos shoppings e até pelas baladas, o que mais se encontra são grupos de amigas se divertindo, sem homens por perto. O que não é ruim!, não me entenda mal, mas um boy magia é sempre bom, não é verdade? No entanto eu posso enumerar várias, várias mulheres que eu conheço que são lindas, fofas e criativas, porém solteiríssimas.
“É como o enigma da esfinge. Por que há tantas mulheres solteiras e nenhum homem solteiro?” Eu tenho que concordar com você, todos os bons partidos estão comprometidos. E só as fortes e sortudas conseguem agarrar um desses no pequeníssimo hiato em que eles se encontram disponíveis, entre um relacionamento e outro. Eu não sei em Manhattan, mas aqui em Recife existe um motivo simples e triste para isso tudo. Tá faltando homem. De acordo com dados do IBGE, entre os 20 e os 29 anos de idade, amiga, há 12 mil mulheres há mais que homens. E quanto mais se aumenta a idade, mais a diferença aumenta. Agora você pode passar essa informação na cara das tias que sempre perguntam “cadê o namorado”.

2) A fênix
Essa categoria de boy deve existir em todas as cidades do mundo, mas em Recife, querida amiga Carrie, a situação se agrava. Como todos os recifenses sabem, a cidade é um ovo. Todo mundo conhece todo mundo, principalmente porque as mesmas pessoas vão sempre para os mesmos lugares. E isso é praticamente um criadouro de fênix. Aqueles seres mitológicos que, por mais que você tente, por mais que você diga que não sente mais nada e que xingue até a terceira geração do indivíduo, de repente ele reaparece mais lindo e tentador do que nunca. “Não olhe agora. A cruz da sua vida está no bar. Eu não tenho paciência para aguentar seus lamentos por ele pela quarta vez.” Quem noonca ouviu isso de alguma amiga? Com certeza não foi só você, Carrie.

3) Príncipes não existem (William já casou e Harry não é flor que se cheire)
Pegando carona no tópico anterior, é perfeitamente claro que ninguém é perfeito e a vida é assim. Temos que aprender a levar foras e levantar como se nada tivesse acontecido, porque nem sempre os boys estão disponíveis/lhe querem. E apesar de não haver (de jeito nenhum) tantos peixes no mar assim, sempre se arranja um jeito. Se eu fosse você, ouviria sua amiga Miranda: “O cara certo é uma ilusão! Comece a viver sua vida!” Então, gatã, vá viver/fazer o que gosta e não o que outra pessoa que nem liga pra você está vivendo/fazendo. (Esse tópico ficou bem trabalhado na conselheira, mas conselho nunca é demais.)

4) As gay amam mais
Não é só você que tem amigo gay, Carrie. Não é só você que vive rodeada de casais gays. Nós em Recife também. Seu amigo Stan tem razão: “Estou começando a achar que o único lugar onde ainda se pode achar amor e romance em Nova York é na comunidade gay. O amor hetero é que se tornou enrustido.” Stan, agora você recebe palmas de uma aluna do CAC. Porque há muito mais partidões gays do que héteros. As coisas seriam tão, tão mais fáceis se gays também gostassem de mulheres. Eu tenho certeza que haveria muito menos mulheres solteiras em Recife.


Essas coincidências (ou não) servem para lembrar que você, Carrie Bradshaw, não está sozinha nessa luta! Existem muitas outras meninas inteligentes e de boa índole dando sopa por aí, inclusive em outros países e outras realidades. Só não lhe digo que tem um Mr. Big no seu futuro porque aí seria spoiler.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Meu Carnaval 2013

O Bata no Antigo abrindo o Carnaval.
Isso é uma irmã aí que eu tenho.
Depois do Mangue.
Hey, hey - hey, hey, hey!
Tira lama!

Última saída do Batadoní em 2013.
Eu queria ter fotos mais variadas, porque essas somente não descrevem a riqueza, a loucura e a diversão que foi o meu Carnaval desse ano. Fiz como se deve e realmente aproveitei, só voltava para casa para dormir, isso quando voltava! Já no sábado quase pedi penico, meus pés, minhas pernas, meus joelhos e minhas costas doíam. Mas a gente arruma um jeito de esquecer tudo isso e continuar. Descansar só na quarta!

Na sexta toquei com o Batadoní no Recife Antigo e foi a coisa mais linda, quiçá a melhor tocada da minha vida. Todo mundo com roupinha igual, todos se arrepiando quando o estandarte surpresa foi descoberto. Uma energia de união e entrega muito boa. E não choveu! ÊÊÊ! Até aquele boy magia do Gabriel Braga Nunes veio nos ver e, me disseram, que ele só olhava pra mim. Eu não o vi, mas, como diria Seth Cohen, já estou no radar dele! hahahahaha

De manhã no sábado foi acordar cedo para ir para o tradicional bloco da lama Manguebeat. Eu acho que é uma das partes mais divertidas do Carnaval. A cara de todo mundo na rua quando a gente passa. Sem falar que todo mundo abre para não ter que encostar em nosotros. É uma maravilha! O grito de guerra desse ano foi uma paródia do grito oficial deles: "Ei, óia, boy magia é bóia!", que é muito melhor e promete muito mais do que "Ei, óia, maconheiro é bóia!". Vamos combinar, né? Depois teve a Troça Carnavalesca Futebolística Jornalística Cervejeira Unidos da Paulo Francis (não sei se tá certo, mas a ordem dos fatores não altera o resultado) com o povo da faculdade, que foi a bagunça de sempre, mas é assim que a gente gosta. O porta-estandarte, que nem é de jornalismo, deu até entrevista se passando pelo Presidente da Copa e da Troça. À noite fomos pro Antigo. A gente teve que andar da minha casa até casa de Nyna-uns 2,5 km, de acordo com o Google Maps-, depois da parada de ônibus na Avenida Mário Melo (de quem foi essa ideia idiota de colocar essa parada lá?) até o Antigo. Nem foi tão bom, mas é a vida. 

No outro dia tivemos que voltar da casa de Nyna para minha casa (outros 2,5 km a pé, coisa básica) para finalmente usar nossas fantasias no Enquanto Isso na Sala da Justiça. Apesar de ninguém ter percebido, a gente foi de Village People, que fique aqui registrado. Tomamos Caipfruta de Seu Nerino, claro, tradição desta vez bancada por Nyna. Mas tive que sair correndo, antes do bloco sair, para tocar no Tira Lama. Foi massa também, um calor dos infernos. Depois saí pra Olinda com Luiza e Vanessa. Fiquei em casa à noite porque não tinha quem me arrastasse para o Old Recife.

Segunda ficamos tirando onda  por Olinda com um megafone. Foi muito divertido, rimos bastante! Teve feijoada, que todas comeram. Terça o Batadoní tocou de novo e à tarde mais Olinda e mais diversão. À noite fomos pro Recife Antigo de novo, mais porque tudo já ia acabar do que por qualquer outra coisa. Mas perdemos o show de Mamelungos e tivemos que ver o de Caetano Veloszzzzzzzzzzz. 

Depois voltamos pra casa para dormir e de repente acordar na ingrata quarta-feira de cinzas. É triste, mas é a vida. Quem brincou, brincou, quem não aproveitou, só ano que vem!  

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Indícios apontam existência de vida inteligente no Sítio Histórico

Eu ri bastante quando uma amiga minha (aquela fofinha que pensa cada coisa!), chegou pra me dizer que antes de me conhecer achava que não morava ninguém no Sítio Histórico de Olinda. Ela achava que devia ser assim como um cenário ou um set de filmagem; as casas todas vazias, só aparecia alguma alma viva em fevereiro mesmo. Como uma cidade zumbi, que só se enche no Carnaval, com gente de fora, quando os donos das casas (que não moram lá) alugam suas casas vazias para pessoas de outros estados e marcas de bebida e canais de TV.

Para acabar com essa fantasia, deixa eu dizer a vocês... existe vida no Sítio Histórico de Olinda além do Carnaval! Olha, que beleza!

Apesar de não ter tanto movimento quanto uma Boa Viagem da vida, as pessoas moram e vivem aqui. E até parece um bairro mesmo (oficialmente não é). Além de ladeiras, ruas estreitas, Quatro Cantos, pousadas, Creperia, igrejas, Licoteria e inúmeras galerias, tem também restaurante, padaria, mercadinho, sorveteria, salão de cabeleireiro, posto de saúde, fiteiro, escolas e delegacia de polícia (Tourist Police, que a gente é chic).

De manhã parece mesmo é cidade pacata do interior. Não tem carro de som, nem carrinho de CD’s piratas, ninguém escuta som alto, não passam muitos carros, não tem semáforo. Tem é gente andando a pé, de bicicleta, indo pro trabalho ou pra o colégio e dando “bom dia”. Lá pras 11h aumenta o movimento porque os turistas vão passear, de boné, tênis, meia no meio das canelas e câmera nas mãos. Sempre tem em média uns três ônibus de turismo estacionados aqui perto de casa. Nota: morar no Sítio Histórico é aprender a reconhecer gringo de longe e saber dar informação em mais de uma língua ou, para o caso do monoglota, em língua de sinais.

À tarde a gente vai passear no Sítio de Seu Reis com o cachorro, onde tem sempre gente correndo, não importa o horário. Tem também Tai chi chuan e dança pra quem quiser. Se quando começar a escurecer já for sexta ou fim de semana aí sim, tem mais gente na rua. E dá para ouvir as alfaias da sala de casa. Principalmente quando tá chegando o Carnaval.

Daria pra saber que ele está chegando mesmo sem o calendário e sem que todo mundo precisasse lhe lembrar a toda hora no Facebook e na TV. São as placas de “aluga-se”, as fitinhas coloridas penduradas nas ruas, as pinturas novas das casas, a decoração feinha e igual todo ano da prefeitura, os bloqueios de carros e a pressão pra pegar logo o seu adesivo de morador.

Quando chega na dona sexta-feira, antes do seu Zé Pereira, o movimento aumenta, assim, só um pouquinho. É preciso uma meia hora pra se atravessar uma rua e todos somos agraciados com o famoso perfume biológico que impregna algumas delas. Todo mundo diz: “nossa, deve ser muito bom morar no meio da folia!” Eu não vou mentir: é bom. Mas dá trabalho. É acordar às 6h pra, antes de sair, lavar o banheiro social que vai ser usado por todos os seus amigos e conhecidos (até desconhecidos apertados, às vezes) que você nem lembrava mais que existia, mas que, no Carnaval, resolvem lhe fazer uma visita rápida porque estavam “de passagem”. Além disso, é preciso limpar a casa (cheia de pegadas deixadas pelos visitantes no dia anterior), encher a garrafa d’água, providenciar os copos de plástico e colocar a mangueira do lado de fora para o caso de alguém vir pedir para dar um banho no amigo bêbado desacordado. 

Tudo isso a gente aguenta feliz e de sorriso aberto porque, afinal, é Carnaval! E, amiga, por mais que a gente ame esse pedacinho da cidade todos os dias do ano, nunca se ama tanto esse lugar quanto durante os quatro dias de Momo.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Jornalismo da Depressão

Eu tenho TOC com texto não justificado. Essa ferramenta com as linhazinhas horizontais todas organizadinhas, uma em cima da outra é a mais bonita e a mais usada do meu Word. 

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O sorriso de Aaron Swartz


Eu não fazia a mínima ideia de quem era Aaron Swartz até ele ser encontrado morto na semana passada. Nas palavras de Tim Wu, em artigo para a The New Yorker, "Swartz was a passionate eccentric who could have been one of the great innovators and creators of our future. Now we will never know."

O que mais me chamou a atenção foi a quantidade de sorrisos que apareceram na minha tela quando digitei seu nome no Google Imagens. É uma grande quantidade para alguém que sofria de depressão. Ele aparece sorrindo em todas as fotos. 

Apesar de não saber praticamente nada sobre você, Aaron, agora eu queria que mais versões desse seu sorriso permanecessem conosco por mais tempo. Seja como for, espero que tenhas encontrado a paz que procurava. 

Rest in peace.

Love,

Sara.  

domingo, 13 de janeiro de 2013

A menina, a câmera e o guarda-roupa #13: casa de Nyna antes da UK








Talvez a melhor coisa de sair pra night com asamigue seja aquele tempinho em que está todo mundo se arrumando junto e falando besteira, e dizendo as outras como elas estão lindas e que tanto faz a blusa que escolher elas continuarão lindas, e como você tem que se jogar no chão pra recuperar o batom que caiu embaixo da cama, e lembrar a todas que como uma tia dizia, tínhamos sempre que passar um pouco de perfume entre os peitos. Tem também a parte de olhar o evento no Facebook e ver quem confirmou presença e a parte das fotos estranhas/espontâneas/cafuçu.

domingo, 9 de dezembro de 2012

A menina, a câmera e o guarda-roupa #12: show de Forfun


"Hoje eu vou ver a vida, viver grandes amores
Mosaicos, malabares, perfumes, sabores
Saltar das cachoeiras, vestir um pano liso
Viver com o necessário e não mais que o preciso
Vi a lua e o sol no mesmo céu
O vento me abraçou"








Eu pensei, pensei, mas não consigo lembrar a data exata de quando foi esse show. Talvez uns três meses atrás. Não importa. Eu sei que foi lindo.

Há muito tempo que eu gosto de Forfun, desde o hit teen História de Verão, mas até  uns dois anos atrás eu não escutava muito. Nesse tempo baixei os CDs e, depois de ouvir o Polisenso e o Alegria Compartilhada, comecei a ansiar pelos shows. Fui em um ano passado (acho. ou no ano anterior, talvez) e fui nesse último. E eu posso dizer que a energia deles, que eles  liberam, que o público libera, não se acha em qualquer lugar. É uma sensação de todo, de que todo mundo está lá só por um motivo e mais nada; é uma comunhão imensa. Ouvir todos cantando com toda a força que têm, ver todo mundo sentando no chão pra ouvir Morada (lindo hino que adotei como meu), ver Danilo expressando em palavras o que todos ali estavam sentindo: "É em momentos assim que eu sei que vale a pena viver, nessa porra!" Tudo isso foi maravilhoso de um modo que só quem presenciou pode testemunhar.

Mas os que podem testemunhar não são muitos. Forfun não aparece direto na TV, nem no rádio, nem no jornal. Eles têm um público restrito, mas fiel. Eu receio que um dos motivos para não haver muitas pessoas ligadas neles seja, na falta de uma palavra melhor, o preconceito. Porque a maioria das pessoas já têm um conceito definido para eles e para o seu som. Os comparam a Fresno, NX Zero e etc., quando eles estão a léguas de distância disso. (Não estou diminuindo essas outras bandas, longe de mim.) As músicas de Forfun trazem uma calmaria e uma paz imensas, e muitas pessoas não podem tirar proveito disso porque não se dão ao trabalho de conhecer antes de começar a jogar pedras.

Outro dia estava eu no carro com uns amigos e coloquei o Alegria Compartilhada pra tocar  (gosto de dirigir com eles tocando pra me acalmar). Uma delas perguntou: "Quem são esses, Sara?" E eu: "Forfun." Ela, muito surpresa: "Sério? Eles mudaram muito não foi?" Faz tempo, muito tempo, que eles mudaram, mas ela não sabia disso porque já tinha uma pré-conceito imortal em relação a eles. 

Enfim, se você nunca escutou, dê uma chance. Minha mãe deu e hoje adora. 

domingo, 30 de setembro de 2012

O romantismo de John Keats


Eu finalmente resgatei um DVD meu que estava emprestado há séculos. Bright Star (me recuso a me referir a ele pelo título em português). No mesmo dia assisti e me envolvi novamente na beleza do filme. Ele é calmo, triste, belo e doce. Narra um pedaço da história de John Keats, que, pra quem não sabe, foi/é um dos maiores poetas ingleses. O filme resgata os acontecimentos a partir de quando ele conhece o amor de sua vida, Fanny Brawnie. 

Enquanto assistia, me lembrei que ficara maravilhada ao assistí-lo pela primeira vez. O filme é cheio de  gestos, pequenos olhares, detalhes, e a câmera frequentemente chama atenção para os dedos entrelaçados dos dois. E como sempre preciso compartilhar com alguém a arte que vivo, juntei naquela época um bocado de amigas para assistirem também. Ah, e como eu fiquei irada.  Elas não calaram a boca um segundo durante o filme, fazendo comentários de "boring!" e perguntando de dez em dez minutos quanto faltava para o final do filme. 

Mas o que mais me deixou incrédula foi quando alguém reclamou o quanto era estranho o momento em que, sentados no sofá, John Keats descansa a cabeça no peito de Fanny. Quando assistira ao filme sozinha essa foi uma das cenas que mais me chamou a atenção, acho que exatamente por ser 'estranha' aos dias de hoje, quando o mais comum é acontecer o contrário. 

Como pode um ato como o de Keats no filme passar incompreendido pelos olhos de alguém? Talvez a minha amiga, e outras pessoas, estejam tão inseridas nas pré-definições atuais (até de gestos!) que só podem mesmo achar estranho. Tudo já está esculpido em um padrão, e nós só precisamos fazer de acordo com o modelo. Na minha cabeça o gesto de Keats se destaca pela sua sinceridade e exatamente por ser tão incomum.

Ainda no filme, o choro desesperado e sufocante de Fanny Brawnie (palmas para Abbie Cornish) é o mais honesto e perturbador da minha história do cinema. Ela não consegue respirar. No século XXI, as pessoas estão tão desapegadas umas das outras que eu não acho que sejamos capazes de chorar com tamanha sinceridade por alguém. O Romantismo (com r maiúsculo) carrega uma dose de devoção, honestidade e respeito com a qual não estamos acostumados.

"Repousaria sobre o seio maduro do meu justo amor
 Para sentir para sempre sua macia imensidão
 E despertar para sempre em uma doce inquietude
 Ainda, ainda a ouvir o seu suave respirar."

Para mim é natural o encanto que versos como esse de Keats desencadeiam.

E se Quentin Tarantino, que derrama sangue como água, considerou o filme um dos melhores do ano (2009) e o descreveu como "brilhante" em uma carta de amor à diretora Jane Campion, acho que você deveria assisti-lo. Se não para apreciar a arte e a sensibilidade que exalam dele, pelo menos para achá-lo estranho.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Iguanas










No meu aniversário, ano passado, eu e algumas amigas dispostas fomos para um nightclub (The Pub) comemorar. Como a data é em janeiro, verão no hemisfério sul, todas (ou a maioria) das almas de Recife, Pernambuco, fogem para as praias do Estado e a cidade fica quase vazia. O que não ajudou muito na nossa comemoração, já que o The Pub também estava deserto. (Sério, ao longo da noite acho que só umas 30 pessoas passaram por lá, 50% acima dos 30.) E depois eu voltei pra casa frustrada porque nada foi como tinha pensado.

Então foi natural eu pensar que esse ano seria a mesma coisa. Com o agravante de que já é Carnaval, a cidade bomba com as prévias (no mesmo dia acontecia a do Guaiamum Treloso) e ninguém tem saco pra ir para discotecas. Fiz um evento no Facebook chamando umas trinta pessoas (da faculdade e do colégio), umas sete pessoas confirmaram lá, mas como de praxe em eventos organizados pela rede de Mark, o número que realmente apareceu foi mínimo: duas pessoas, no caso. Eu poderia ter arrumado outra maneira de comemorar. Mas já tinha marcado com o povo do curso de Inglês (há um ano tentamos sair pra dançar) e não podia desmarcar com eles mais uma vez. Sem nenhuma expectativa então, lá fomos nós para o Iguana Café.

And boy did I have fun! As probabilidades não poderiam estar mais enganadas. Nos divertimos horrores na sexta caliente! Não tinha muita gente bonita, mas tinha gente – e o melhor, gente animada. A maioria das pessoas que eu chamei não foram, mas as que foram com certeza fizeram valer a pena. Pra quem não sabe, o Iguana fica no mesmo lugar onde era a finada The Pub. Vou parecer baba ovo e não estou recebendo nada para falar isso, mas que trabalho excelente que fizeram na mudança! A decoração é linda, cheia de caveiras e no melhor estilo mexicano. Onde antes ficavam só os sofás, foram pintadas casinhas típicas e os assentos se tornaram coloridos. Os esqueletos que descem do teto parecem que vão pular a qualquer momento. O palco foi diminuído para abrigar também uma pickup latina e um palquinho para os dançarinos. Tem dançarinos! Animam todo mundo enquanto dançam na pista e no balcão do bar. Enfim realizei meu sonho de dançar no balcão do Iguana. E para os que desejarem, tem aquele negócio que você bebe tequila e alguém sacode sua cabeça.

Tive flashbacks da noite ruim do ano anterior e também da outra noite tão boa que mais tarde se tornou horrível, mas só por alguns minutos. O melhor foi que recebi minha primeira mensagem multimídia (creia) de uma pessoa linda que se esforçou, mas no último minuto não conseguiu ir. Sério, amiga, foi como se estivesses lá.

Meu trauma passou. Há tempos não me divertia tanto.