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quinta-feira, 11 de abril de 2013

You're so lucky!


Renato, eu e Camila arrasani!
Não existem muitos shows de bandas estrangeiras na minha cidade. Agora é que Recife tá começando a entrar no circuito de shows bafônicos. (Apesar de que eu fui pra shows da minhas bandas preferidas na minha linda cidade: RBD em 2006 e McFly em 2009 - yeah, these are my favorite bands, deal with it.) Também já teve Jason Mraz, Jack Johnson, Black Eyed Peas, Iron Maden e Elton John. Pensando bem está bem adiantado o bagulho. 

Mas tem uns arrependimentos que eu sinto por não ter ido para certos shows por puro desleixo. Tipo o de Amy Winehouse que teve aqui e eu não fui, logo depois ela morreu. Nunca mais a verei ao vivo, triste. Paul McCartney também veio e eu não fui, tive que ficar aguentando todo mundo comentando o quanto o show foi MA-RA-VI-LHO-SO.

Então, quando saiu a notícia de que Franz fucking Ferdinand iria aportar aqui eu não pestanejei e comprei logo o ingresso. Mesmo sem ter ninguém pra ir comigo. Mesmo só tendo escutado os dois primeiros álbuns deles e sem saber todas as músicas decoradas. Mesmo sem ter escutado eles há um tempo. Por vários dias fiquei implorando a todos que conheço para alguém ir comigo. Nada. 

Já faz um tempo que decidi não esperar por ninguém para ir a lugar nenhum. Aprendi que dá muito mais futuro, e não se perde nada com isso, pelo contrário, se ganha. Já deixei passar muita coisa por falta de companhia. I'll tell you what: não mais. Antes só do que nunca. Então decidi não vender meu ingresso e esperar que aparecesse alguém, por mais desconhecido, pra ir comigo. Do contrário, eu iria sozinha.

Até que, tchanram!, aparece Renato, recém-chegado de Portugal e de ingresso comprado! Posso falar, eu não poderia ter arranjado companhia melhor. Assisti ao show com ele e uma amiga dele, Camila. E foi awesome (não existe palavra em português que se compare a essa e que não seja palavrão)! Mesmo eles tocando muitas músicas do CD que nem saiu ainda e que eu não conhecia, eu pulei tanto, suei tanto, dancei tanto e gritei tanto que fiquei rouca. Acho, acho não, tenho certeza, que quando uma banda é boa, ela é boa mesmo quando você não sabe todas as músicas de cor. Isso não importa quando se pode dançar, gritar e se divertir com pessoas legais.

Mesmo sem isso, a parte em que eles cantaram Do You Want To já valeu os 100 dinheiros que eu paguei pelo ingresso.

Foto: Katherine Coutinho/G1

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Não tá fácil pra ninguém



Comecei a assistir a mais um seriado de mulherzinha. Esse talvez o mais conhecido e reverenciado seriado de mulherzinha da história, apesar de ser original e direto (ou talvez por isso mesmo). Desde 1998, quando foi lançada, Sex and the City mostrou - se é que alguém tinha dúvidas disso - que mulheres também falam sobre sexo, e não é pouco, não. 

Mas o que importa, e o que me chamou a escrever, é que a cidade de Carrie Bradshaw poderia muito bem ser Recife. A identificação foi bruta e imediata. Em cada fala do episódio piloto eu consegui encontrar paralelos com a minha vida e com a vida de recifenses que eu conheço. Quatro tópicos são os que mais chamam a atenção para a crueldade da vida em uma metrópole (NY ou Recife, your choice). 

1) Muitas mulheres lindas e interessantes solteiras
“Há milhares, talvez dezenas de milhares de mulheres assim nessa cidade. Todas nós as conhecemos e concordamos que elas são ótimas. E todas estão sozinhas.” Pois é, Carrie, aqui em Recife não é diferente. É só andar pelas ruas, pelos restaurantes, pelos shoppings e até pelas baladas, o que mais se encontra são grupos de amigas se divertindo, sem homens por perto. O que não é ruim!, não me entenda mal, mas um boy magia é sempre bom, não é verdade? No entanto eu posso enumerar várias, várias mulheres que eu conheço que são lindas, fofas e criativas, porém solteiríssimas.
“É como o enigma da esfinge. Por que há tantas mulheres solteiras e nenhum homem solteiro?” Eu tenho que concordar com você, todos os bons partidos estão comprometidos. E só as fortes e sortudas conseguem agarrar um desses no pequeníssimo hiato em que eles se encontram disponíveis, entre um relacionamento e outro. Eu não sei em Manhattan, mas aqui em Recife existe um motivo simples e triste para isso tudo. Tá faltando homem. De acordo com dados do IBGE, entre os 20 e os 29 anos de idade, amiga, há 12 mil mulheres há mais que homens. E quanto mais se aumenta a idade, mais a diferença aumenta. Agora você pode passar essa informação na cara das tias que sempre perguntam “cadê o namorado”.

2) A fênix
Essa categoria de boy deve existir em todas as cidades do mundo, mas em Recife, querida amiga Carrie, a situação se agrava. Como todos os recifenses sabem, a cidade é um ovo. Todo mundo conhece todo mundo, principalmente porque as mesmas pessoas vão sempre para os mesmos lugares. E isso é praticamente um criadouro de fênix. Aqueles seres mitológicos que, por mais que você tente, por mais que você diga que não sente mais nada e que xingue até a terceira geração do indivíduo, de repente ele reaparece mais lindo e tentador do que nunca. “Não olhe agora. A cruz da sua vida está no bar. Eu não tenho paciência para aguentar seus lamentos por ele pela quarta vez.” Quem noonca ouviu isso de alguma amiga? Com certeza não foi só você, Carrie.

3) Príncipes não existem (William já casou e Harry não é flor que se cheire)
Pegando carona no tópico anterior, é perfeitamente claro que ninguém é perfeito e a vida é assim. Temos que aprender a levar foras e levantar como se nada tivesse acontecido, porque nem sempre os boys estão disponíveis/lhe querem. E apesar de não haver (de jeito nenhum) tantos peixes no mar assim, sempre se arranja um jeito. Se eu fosse você, ouviria sua amiga Miranda: “O cara certo é uma ilusão! Comece a viver sua vida!” Então, gatã, vá viver/fazer o que gosta e não o que outra pessoa que nem liga pra você está vivendo/fazendo. (Esse tópico ficou bem trabalhado na conselheira, mas conselho nunca é demais.)

4) As gay amam mais
Não é só você que tem amigo gay, Carrie. Não é só você que vive rodeada de casais gays. Nós em Recife também. Seu amigo Stan tem razão: “Estou começando a achar que o único lugar onde ainda se pode achar amor e romance em Nova York é na comunidade gay. O amor hetero é que se tornou enrustido.” Stan, agora você recebe palmas de uma aluna do CAC. Porque há muito mais partidões gays do que héteros. As coisas seriam tão, tão mais fáceis se gays também gostassem de mulheres. Eu tenho certeza que haveria muito menos mulheres solteiras em Recife.


Essas coincidências (ou não) servem para lembrar que você, Carrie Bradshaw, não está sozinha nessa luta! Existem muitas outras meninas inteligentes e de boa índole dando sopa por aí, inclusive em outros países e outras realidades. Só não lhe digo que tem um Mr. Big no seu futuro porque aí seria spoiler.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Meu Carnaval 2013

O Bata no Antigo abrindo o Carnaval.
Isso é uma irmã aí que eu tenho.
Depois do Mangue.
Hey, hey - hey, hey, hey!
Tira lama!

Última saída do Batadoní em 2013.
Eu queria ter fotos mais variadas, porque essas somente não descrevem a riqueza, a loucura e a diversão que foi o meu Carnaval desse ano. Fiz como se deve e realmente aproveitei, só voltava para casa para dormir, isso quando voltava! Já no sábado quase pedi penico, meus pés, minhas pernas, meus joelhos e minhas costas doíam. Mas a gente arruma um jeito de esquecer tudo isso e continuar. Descansar só na quarta!

Na sexta toquei com o Batadoní no Recife Antigo e foi a coisa mais linda, quiçá a melhor tocada da minha vida. Todo mundo com roupinha igual, todos se arrepiando quando o estandarte surpresa foi descoberto. Uma energia de união e entrega muito boa. E não choveu! ÊÊÊ! Até aquele boy magia do Gabriel Braga Nunes veio nos ver e, me disseram, que ele só olhava pra mim. Eu não o vi, mas, como diria Seth Cohen, já estou no radar dele! hahahahaha

De manhã no sábado foi acordar cedo para ir para o tradicional bloco da lama Manguebeat. Eu acho que é uma das partes mais divertidas do Carnaval. A cara de todo mundo na rua quando a gente passa. Sem falar que todo mundo abre para não ter que encostar em nosotros. É uma maravilha! O grito de guerra desse ano foi uma paródia do grito oficial deles: "Ei, óia, boy magia é bóia!", que é muito melhor e promete muito mais do que "Ei, óia, maconheiro é bóia!". Vamos combinar, né? Depois teve a Troça Carnavalesca Futebolística Jornalística Cervejeira Unidos da Paulo Francis (não sei se tá certo, mas a ordem dos fatores não altera o resultado) com o povo da faculdade, que foi a bagunça de sempre, mas é assim que a gente gosta. O porta-estandarte, que nem é de jornalismo, deu até entrevista se passando pelo Presidente da Copa e da Troça. À noite fomos pro Antigo. A gente teve que andar da minha casa até casa de Nyna-uns 2,5 km, de acordo com o Google Maps-, depois da parada de ônibus na Avenida Mário Melo (de quem foi essa ideia idiota de colocar essa parada lá?) até o Antigo. Nem foi tão bom, mas é a vida. 

No outro dia tivemos que voltar da casa de Nyna para minha casa (outros 2,5 km a pé, coisa básica) para finalmente usar nossas fantasias no Enquanto Isso na Sala da Justiça. Apesar de ninguém ter percebido, a gente foi de Village People, que fique aqui registrado. Tomamos Caipfruta de Seu Nerino, claro, tradição desta vez bancada por Nyna. Mas tive que sair correndo, antes do bloco sair, para tocar no Tira Lama. Foi massa também, um calor dos infernos. Depois saí pra Olinda com Luiza e Vanessa. Fiquei em casa à noite porque não tinha quem me arrastasse para o Old Recife.

Segunda ficamos tirando onda  por Olinda com um megafone. Foi muito divertido, rimos bastante! Teve feijoada, que todas comeram. Terça o Batadoní tocou de novo e à tarde mais Olinda e mais diversão. À noite fomos pro Recife Antigo de novo, mais porque tudo já ia acabar do que por qualquer outra coisa. Mas perdemos o show de Mamelungos e tivemos que ver o de Caetano Veloszzzzzzzzzzz. 

Depois voltamos pra casa para dormir e de repente acordar na ingrata quarta-feira de cinzas. É triste, mas é a vida. Quem brincou, brincou, quem não aproveitou, só ano que vem!  

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A city without Christmas is a sad city.

Uma das coisas mais tristes de se ver são as pessoas retirando suas decorações de Natal.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Iguanas










No meu aniversário, ano passado, eu e algumas amigas dispostas fomos para um nightclub (The Pub) comemorar. Como a data é em janeiro, verão no hemisfério sul, todas (ou a maioria) das almas de Recife, Pernambuco, fogem para as praias do Estado e a cidade fica quase vazia. O que não ajudou muito na nossa comemoração, já que o The Pub também estava deserto. (Sério, ao longo da noite acho que só umas 30 pessoas passaram por lá, 50% acima dos 30.) E depois eu voltei pra casa frustrada porque nada foi como tinha pensado.

Então foi natural eu pensar que esse ano seria a mesma coisa. Com o agravante de que já é Carnaval, a cidade bomba com as prévias (no mesmo dia acontecia a do Guaiamum Treloso) e ninguém tem saco pra ir para discotecas. Fiz um evento no Facebook chamando umas trinta pessoas (da faculdade e do colégio), umas sete pessoas confirmaram lá, mas como de praxe em eventos organizados pela rede de Mark, o número que realmente apareceu foi mínimo: duas pessoas, no caso. Eu poderia ter arrumado outra maneira de comemorar. Mas já tinha marcado com o povo do curso de Inglês (há um ano tentamos sair pra dançar) e não podia desmarcar com eles mais uma vez. Sem nenhuma expectativa então, lá fomos nós para o Iguana Café.

And boy did I have fun! As probabilidades não poderiam estar mais enganadas. Nos divertimos horrores na sexta caliente! Não tinha muita gente bonita, mas tinha gente – e o melhor, gente animada. A maioria das pessoas que eu chamei não foram, mas as que foram com certeza fizeram valer a pena. Pra quem não sabe, o Iguana fica no mesmo lugar onde era a finada The Pub. Vou parecer baba ovo e não estou recebendo nada para falar isso, mas que trabalho excelente que fizeram na mudança! A decoração é linda, cheia de caveiras e no melhor estilo mexicano. Onde antes ficavam só os sofás, foram pintadas casinhas típicas e os assentos se tornaram coloridos. Os esqueletos que descem do teto parecem que vão pular a qualquer momento. O palco foi diminuído para abrigar também uma pickup latina e um palquinho para os dançarinos. Tem dançarinos! Animam todo mundo enquanto dançam na pista e no balcão do bar. Enfim realizei meu sonho de dançar no balcão do Iguana. E para os que desejarem, tem aquele negócio que você bebe tequila e alguém sacode sua cabeça.

Tive flashbacks da noite ruim do ano anterior e também da outra noite tão boa que mais tarde se tornou horrível, mas só por alguns minutos. O melhor foi que recebi minha primeira mensagem multimídia (creia) de uma pessoa linda que se esforçou, mas no último minuto não conseguiu ir. Sério, amiga, foi como se estivesses lá.

Meu trauma passou. Há tempos não me divertia tanto.

sábado, 23 de julho de 2011

A menina, a câmera e o guarda-roupa.

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Eu não queria começar essa sessão com esse look, mas são as únicas fotos de look que eu tenho e as duas máquinas daqui estão viajando (uma com meus pais e uma com minhas irmãs), então vai esse mesmo!

Pra começar, minha cara limpa tá linda, né? Nesse dia era aniversário de Thay e eu fui almoçar com ela, Carol e Amanda no Delta do Recife Antigo. Meu esmalta tá super combinando; não dá pra ver, mas a bolsa é linda e os cadarços do Oxford parecem bigodes de rato!

Tô com preguiça de escrever qualquer coisa…

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Recife Frio

Brrrrrr!! Acabei de sair do banho, CONGELANTE, diga-se de passagem. Recifense não aguenta baixas temperaturas. Se bem que nesse “inverno” não vamos presenciar nada abaixo de 27° C. Mas se isso que eu tô presenciando é 27° C, minha amiga, é frio sim! Fico tremendo se não tiver de casaco. É cada vento horripilante que vô te contar. Agora mesmo tô de calça, camisola, casaco e meias.

Nem precisa de menos graus, essa temperatura já tá ótima pra o recifense ter o gostinho de se sentir. Até as vendas de café, chocolate quente, vinho e fondue aumentaram. Nas ruas você não sabe mais se tá na Europa ou no Nordeste. Mentira, sabe sim; a gente passa tanto tempo esperando pra usar as roupas lindas de frio que quando chega na hora quer usar tudo de uma vez. Não quer nem saber: ventou, agarra a encharpe, o trench coat, as botas e sai na rua pra tirar o mofo daquela roupa usada num FIG longínquo ou numa viagem à um estado menos provido de quentura.