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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

how it is

"which having sought in vain among the tins now one now another in obedience to the wish the image of the moment which when weary of seeking thus I could promise myself to seek again a little later when less weary a little less or try and banish from my thoughts saying true true think no more about it"

Eu fui ler Becket pra ver se parava de confundir ele com Brecht e me deparei com esse parágrafo, que é basicamente o que eu tô sentindo agora.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Histórico de leitura: A Guerra dos Tronos


Outro dia tava vendo o meu Skoob e esbarrei nos comentários que fiz durante a leitura de A Guerra dos Tronos, da série As Crônicas de Gelo e Fogo. Achei bem legais; fiquei com aquela sensação engraçada de não ter sido eu que escrevi. E triste porque parei quando as coisas ficaram boas. 

47% (274 de 587)
"No começo eu gostava de Tyrion só um pouquinho, agora não mais. Não acredito em uma vírgula do que Lorde Baelish diz. Catelyn e Eddard são um amor."

51% (300 de 587)
"Eu adoro quando o ponto de vista é o de Sansa. Ela é diferente de todos, porque ela não vê a verdade, menos do que todos, por mais que esteja na cara dela. E ela é tão sonhadora; o capítulo do Torneio da Mão é fantástico - com todo o peso que essa palavra carrega. Acho que nenhum dos outros personagens poderia descrever o torneio com mais propriedade, e ao mesmo tempo com tanta ingenuidade. Porque o modo que ela vê o torneio é mais ou menos o modo que nós, habitantes do século XXI, e até a plebe do livro, vê o torneio."

64% (377 de 587)
"Arya não poderia ser mais diferente da irmã. Ela é uma fofa, corajosa e leal. Syrio Forel para Arya: 'O coração mente e a cabeça usa truques conosco, mas os olhos veem a verdade. Olhe com os olhos. Ouça com os ouvidos. Saboreie com a boca. Cheire com o nariz. Sinta com a pele. É então, depois, que chega o tempo de pensar e de, assim, conhecer a verdade.'"

67% (391 de 587)
"Acho que agora começam as batalhas."

quinta-feira, 25 de abril de 2013

terça-feira, 16 de abril de 2013

A história que a Morte contou


"Quando a morte conta uma história, você deve parar para ler." Eu parei. E fico muito feliz com isso. Descobri que a morte é uma contadora de histórias magnífica, capaz de se sensibilizar com a humanidade de uma forma bem própria - distante e caridosa. Deve ser porque ela tem experiência com a raça humana; a conhece tão bem porque a encontra cara-a-cara exatamente em seu momento mais vulnerável e descoberto. 

Vai ver é por isso que ela é tão sensível. Principalmente às cores. A narradora de A menina que roubava livros começa deixando clara a obtusidade das pessoas, que se negam a prestar atenção aos detalhes. De acordo com a Morte, as pessoas só "observam as cores do dia no começo e no fim, mas, para mim, está muito claro que o dia se funde através de uma multidão de matizes e entonações, a cada momento que passa". São poucas as pessoas que podem se agarram às coisas importantes da vida, sem deixar que as coisas não tão boas as suguem. A Morte se indigna com isso, pois até ela que não tem descanso é capaz de se revitalizar através de pedaços de histórias.

Ela, que vive para o trabalho e não tira férias, é uma narradora pertinente para uma história que se passa nos arredores da II Guerra Mundial. Dentre várias fábulas humanas que conhece, a ceifadora resolve nos contar uma que muito chamou sua atenção: a da menina Liesel Meminger. Uma alemãzinha que se vê levada até uma rua desconhecida, para morara com pais adotivos desconhecidos, em pleno ano de 1940, depois que sua mãe não tem mais condições de cuidar dela. Em sua nova casa, na Rua Himmel, Liesel encontra um pai que toca acordeão, uma mãe cujas palavras preferidas são saumensch (s.f.) e saukerl (s.m.), uma amizade de cabelos cor de limão, um judeu de cabelos de pena que vive em seu porão e uma biblioteca abastada onde pratica seu vício secreto: o furto de livros. 

O olhar da Morte caiu sobre Liesel pela atenção da menina para com os detalhes. Ela podia descrever (com precisão, nuances e a posição das nuvens) o céu para o seu amigo judeu que vivia no escuro do porão. Mesmo com o ambiente árido que a Guerra trazia consigo de limitações, horrores e marchas de judeus para campos de concentração, Liesel era capaz de se agarrar à vida avidamente, através dos grandes detalhes positivos. Um deles um amor que nasceu e foi crescendo tão naturalmente e sem aviso que no final já tinha passado por tanto e tudo que era real sem ter acontecido. 

O autor Markus Zusak é um contador de histórias tão bom quanto a Morte e suas palavras são brilhantemente costuradas. Ele usa os sentidos e as sensações como instrumentos de construção do mundo de Liesel. Ao ler é possível sentir, cheirar, ver, degustar. É possível cheirar com os olhos e ver com a boca. Num trecho em que discorre sobre o judeu no porão, é possível ler: "Só havia comido o gosto fétido de seu próprio hálito faminto (...)". Não acho que alguém mais é capaz de descrever a fome tão intensamente, com uma única frase. 

Ao nos fazer sentir através das palavras, Markus nos prova empiricamente que estava certo ao defender, no livro, o poder que as palavras têm. O Führer sabia muito bem como administrar as palavras, ele cresceu e chegou ao topo por causa delas. Moveu milhares de pessoas com seu discurso. Com o perdão da metáfora usada por Zusak, Hitler plantou as palavras-sementes em campos imensos, as regou e esperou que florescessem. Mas, ao mesmo tempo, as palavras salvaram Liesel. Ela as agarrou com toda a força que tinha e elas lhe deram esperança de um jeito que nada mais podia. A menina que roubava livros entendeu que as palavras podem ser usadas tanto para o bem quanto para o mal. Eram tão agridoces quanto sua vida, e ela as amava e odiava com a mesma intensidade.  

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

No books, no life.

Eu não consigo ficar sem nada para ler. Quando termino um livro já tenho outro garantido em mãos. Até acho estranho quando pergunto às pessoas o que elas estão lendo e elas respondem: "nada". Na minha vida isso não é possível. É tipo uma necessidade biológica. Eu preciso ter uma história na cabeça, ou uma história para onde correr sempre que preciso.

Outro motivo de não ficar sem leitura deve ser porque não suporto ficar sem nada para fazer. Sinto como se estivesse desperdiçando tempo. Um livro pode ser aberto a qualquer hora, em qualquer lugar (tirando aqueles como Game of Thrones ou Nárnia, que não cabem em qualquer bolsinha).

Pelo medo de acabar um livro e depois ficar sem ter o que ler, sempre levo um segundo livro quando vou viajar (dependendo do tamanho da viagem e do meu avanço no livro). Se eu estiver na metade de um livro médio já levo outro; nunca se sabe o quão entediante vai ser uma viagem com a família. Por isso dei graças aos deuses quando, na minha última viagem, acabei As vantagens de ser invisível e já tinha A menina que roubava livros preparado para começar. Se não fosse isso eu teria que ficar indo sozinha para a piscina porque minha prima de 12 anos preferia ficar assistindo televisão.

domingo, 30 de setembro de 2012

O romantismo de John Keats


Eu finalmente resgatei um DVD meu que estava emprestado há séculos. Bright Star (me recuso a me referir a ele pelo título em português). No mesmo dia assisti e me envolvi novamente na beleza do filme. Ele é calmo, triste, belo e doce. Narra um pedaço da história de John Keats, que, pra quem não sabe, foi/é um dos maiores poetas ingleses. O filme resgata os acontecimentos a partir de quando ele conhece o amor de sua vida, Fanny Brawnie. 

Enquanto assistia, me lembrei que ficara maravilhada ao assistí-lo pela primeira vez. O filme é cheio de  gestos, pequenos olhares, detalhes, e a câmera frequentemente chama atenção para os dedos entrelaçados dos dois. E como sempre preciso compartilhar com alguém a arte que vivo, juntei naquela época um bocado de amigas para assistirem também. Ah, e como eu fiquei irada.  Elas não calaram a boca um segundo durante o filme, fazendo comentários de "boring!" e perguntando de dez em dez minutos quanto faltava para o final do filme. 

Mas o que mais me deixou incrédula foi quando alguém reclamou o quanto era estranho o momento em que, sentados no sofá, John Keats descansa a cabeça no peito de Fanny. Quando assistira ao filme sozinha essa foi uma das cenas que mais me chamou a atenção, acho que exatamente por ser 'estranha' aos dias de hoje, quando o mais comum é acontecer o contrário. 

Como pode um ato como o de Keats no filme passar incompreendido pelos olhos de alguém? Talvez a minha amiga, e outras pessoas, estejam tão inseridas nas pré-definições atuais (até de gestos!) que só podem mesmo achar estranho. Tudo já está esculpido em um padrão, e nós só precisamos fazer de acordo com o modelo. Na minha cabeça o gesto de Keats se destaca pela sua sinceridade e exatamente por ser tão incomum.

Ainda no filme, o choro desesperado e sufocante de Fanny Brawnie (palmas para Abbie Cornish) é o mais honesto e perturbador da minha história do cinema. Ela não consegue respirar. No século XXI, as pessoas estão tão desapegadas umas das outras que eu não acho que sejamos capazes de chorar com tamanha sinceridade por alguém. O Romantismo (com r maiúsculo) carrega uma dose de devoção, honestidade e respeito com a qual não estamos acostumados.

"Repousaria sobre o seio maduro do meu justo amor
 Para sentir para sempre sua macia imensidão
 E despertar para sempre em uma doce inquietude
 Ainda, ainda a ouvir o seu suave respirar."

Para mim é natural o encanto que versos como esse de Keats desencadeiam.

E se Quentin Tarantino, que derrama sangue como água, considerou o filme um dos melhores do ano (2009) e o descreveu como "brilhante" em uma carta de amor à diretora Jane Campion, acho que você deveria assisti-lo. Se não para apreciar a arte e a sensibilidade que exalam dele, pelo menos para achá-lo estranho.

sábado, 5 de novembro de 2011

A Rainha da Fofoca em Nova York – Meg Cabot

rainha-da-fofoca-ny

Todo mundo sabe que o tipo de romance que Meg Cabot escreve é bem previsível – a mocinha fica com seu par perfeito no final. Isso nunca foi um problema para mim porque realmente me irrita quando o contrário acontece; há bastante desilusões amorosas na vida real para eu ter que me preocupar com elas também na ficção. Além disso, como diz minha amiga Lisbela, a graça não é saber o que acontece, é saber como acontece e quando acontece.

O fato é que A Rainha da Fofoca em Nova York é uma exceção à essa regra que domina a obra de Meg. Mas antes de falar disso, vamos ao clássico enredo Cabot: Lizzie Nichols tem duas questões da sua vida para resolver: o lado amoroso obviamente, e o lado profissional. Na área romântica de sua vida parece tudo muito bem, obrigada. Lizzie está morando com Luke, seu príncipe, em um luxuoso apartamento na Quinta Avenida. O problema é que ela não tira a idéia de que Luke a pedirá em casamento da cabeça, mesmo que eles só se conheçam a bem pouco tempo (“bem pouco” querendo dizer abaixo do socialmente aceitável para esses casos). A idéia fixa de união eterna pode ter vindo, porém, de sua vocação profissional, a restauração de vestidos de noiva. É aí que reside o outro problema que Lizzie deve resolver: Vera Wang não ligou depois de receber seu currículo e ela não consegue arrumar emprego em seu ramo de atuação na impiedosa Nova York.

Lizzie é adoradora de roupas vintage, por isso o livro está cheio de referências a estilistas antigos. Todas as roupas que ela usa são de brechó e ela tem uma enorme coleção que por pouco não cabe no apartamento de Luke. E é toda essa bagagem e experiência em restauração de vestidos que rende uma dica para noivas antes de cada capítulo. As dicas vão de como escolher o vestido certo para o seu corpo à tipos de tiara e decotes. Como no primeiro livro, cada dica é seguida de uma espirituosa citação sobre fofoca.

A primeira aventura de Lizzie, no entanto, é bem mais engraçada do que esta. O fio cômico não é tão acentuado dessa vez, ou não tanto quanto quando, em A Rainha da Fofoca, [SPOILER do livro anterior] Lizzie descobre que seu namorado é, na verdade, o cara na jaqueta vermelha horrorosa que ela pensou ser um tarado [/SPOILER]. Mas isso não impede que este seja um ótimo livro de Meg em seu estilo característico, cativante e bem conduzido; nenhuma ponta permanece solta, é tudo bem coeso. São bem resolvidos até alguns pequenos mistérios típicos de Cabot que te deixam imaginando inúmeras soluções para eles e, no final, ela te surpreende com uma solução impensável, mas totalmente adequada.

Voltando ao que faz desta uma exceção na obra de Meg: há um ponto em que não sabemos se Lizzie realmente vai ficar com seu príncipe no final, ou com um amigo realmente encantador. Normalmente não é o que acontece nesses livros, onde o happy ending com o amor eterno é certo. Mas é tão angustiante ficar tentando imaginar o que irá acontecer que nesse ponto você acaba devorando todo o resto do livro só para acabar com essa ansiedade. O que na verdade não faz muito efeito já que as emoções de Lizzie se encontram meio suspensas no último capítulo. Meg Cabot trabalha nisso, nesse mistério em relação às futuras ações de Lizzie, com tanto cuidado que a última frase do livro é uma pergunta. Uma pergunta crucial que paira na última página, sem resposta até o término do próximo livro.

domingo, 29 de maio de 2011

Caio F.

“Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende?”

 

Do conto Para uma avenca partindo.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Quem é o Capitão América?

captain

Primeiramente temos que entender que no Universo Marvel (e também de outras editoras) há várias dimensões diferentes, com histórias diferentes. A troca de autores e artistas responsáveis por um personagem favorece a criação de várias dimensões onde o personagem principal é submetido a várias mudanças. Com o Capitão América não é diferente, as mudanças até são acentuadas pela longevidade do personagem. Conta-se seis Capitães América (sendo o uniforme do mesmo herói vestido por alter egos diferentes), algumas pessoas contam até sete versões do Sentinela da Liberdade. As informações que eu reuni aqui dizem respeito à Steve Rogers, o primeiro, original e mais conhecido homem por trás da máscara alada.

O Capitão América foi criado por Joe Simon e Jack Kirby, aparecendo pela primeira vez em Captain America Comics #1, em março de 1941. O Capitão foi o principal dos muitos heróis criados nessa época pelos Estados Unidos a fim de reforçar o patriotismo e combater seus inimigos na Segunda Guerra Mundial. Agora chega de informações técnicas e vamos ao que interessa: ficção!

magrelo Steve Rogers era um estudante de artes crescendo durante a Grande Depressão. Seu pai alcóolico morreu quando ele ainda era criança e sua mãe morreu de pneumonia depois que ele acabou a escola. Seu maior sonho era fazer parte da força militar americana, mas seus atributos físicos não foram suficientes para que ele pudesse se alistar. Disposto a ajudar na guerra de qualquer forma, Steve concorda em participar como voluntário da Operação: Renascimento, um projeto que pretendia elevar os soldados americanos à perfeição física. Para isso o projeto utilizava um soro especial e radiação, desenvolvidos pelo cientista Abraham Erskine, que garantia o máximo de eficácia humana, força, velocidade e agilidade. Logo depois de Steve se submeter à essa técnica com sucesso, o Professor Erskine foi assassinado por um nazista, o que fez de Steve o primeiro e único beneficiado pela técnica que deveria criar um exército de supersoldados.

A única arma do Capitão América é seu escudo, que serve tanto para defesa como para ataque, quando funciona como um bumerangue. Pesando 5kg, ele é feito de uma liga de dois metais: o Adamantium, um metal muito mais duro que o diamante e superior ao titânio em resistência; e o Vibranium, capaz de absorver qualquer forma de energia, vibração ou impacto. Assim o escudo do Capitão América é indestrutível e absorve o impacto e a força de tudo que lhe atinge.

CAP_inline Depois de sua transformação, Rogers é designado para ser um agente da inteligência americana e também um herói simbólico, a fim de conter os sucessos da propaganda nazista, vestindo um uniforme feito por ele mesmo baseado na bandeira americana. Steve se tornou amigo do mascote do campo do exército, James Buchanan "Bucky" Barnes, que acidentalmente descobriu sua dupla identidade e se ofereceu para guardar segredo se pudesse se tornar o parceiro do Capitão. Steve concordou e treinou Barnes. Em uma de suas missões, o Capitão e Bucky foram vítimas de uma explosão em um avião e o governo dos Estados Unidos os declarou mortos só para, como em toda HQ de super-herói, descobrirmos que os dois sobreviveram.

Anos depois o Capitão foi convidado a fazer parte do time de super-heróis conhecido como Vingadores, onde fez grandes amizades com Thor, Homem de Ferro (Tony Stark), Vespa e mais tarde, Homem-Aranha e Wolverine. Também trabalhou com os X-Men e se tornou o líder dos Vingadores. A agência de espiões S.H.I.E.L.D., dirigida por Nick Fury (amigo de Steve dos tempos de guerra), foi um dos aliados do Capitão contra seus inimigos.

A vida amorosa de Steve tem dois pontos altos: Sharon Carter e Bernadette "Bernie" Rosenthal. Sharon era agente da S.H.I.E.L.D. e trabalhou com o Capitão em várias missões; a história deles envolve lavagens cerebrais, Sharon atirando no Capitão e falsas mortes. Já Bernie era a nova vizinha do Capitão e descobriu sua identidade secreta através das artimanhas do vilão Baron Zemo, mas logo depois pediu Steve em casamento.

Redskull02 O grande inimigo do Capitão América é o Caveira Vermelha, que vai e volta tá no pé dele com mais um plano mirabolante. Antes de virar inimigo do Capitão, o Caveira era Johann Shmidt, um órfão alemão que viveu nas ruas e conheceu Adolf Hitler em um hotel. Olhando Johann de perto, Hitler pôde sentir sua natureza obscura interior e decidiu treinar ele mesmo o garoto para ser um Socialista Nacional. No final do treinamento, Hitler deu a Johann um uniforme único com uma grotesca máscara vermelha e ele emergiu como o Caveira Vermelha. Seu papel era a personificação da intimidação Nazista, enquanto Hitler poderia permanecer o popular líder da Alemanha. O efeito da propaganda foi tão grande que o governo dos Estados Unidos decidiu contê-la criando seu próprio equivalente usando o destinatário da antiga Operação Renascimento: Steve Rogers, o Capitão América.

O novo filme do Capitão América estréia nos cinemas brasileiros dia 22 de julho desse ano e o trailer está aí em baixo.
P.S.: Pare no 0:24 e tenha um vislumbre do gatíssimo Caveira Vermelha!
 

Fontes: Marvel Universe Wiki
             Wikipédia

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Cookies and Tea!

Unearthly – Cynthia Hand

Unearthly Clara tem dezesseis anos e mora com a mãe e o adorável irmão mais novo, Jeffrey, na Califórnia. Sua mãe é uma Dimidius, filha de uma humana  e um anjo, o que faz de Clara uma Quartarius; resumindo: ela tem sangue angelical, asas incluídas.
Na mitologia de Unearthly cada pessoa com sangue de anjo correndo pelas veias tem um propósito na Terra, algo que foi predestinado à fazer. Entregar uma mensagem, dar um empurrãozinho em vidas alheias aqui ou ali, salvar alguém. O livro começa com uma das visões de Clara, visões essas que são o modo como cada propósito é entregue ao seu destinatário. Em suas visões Clara vê um lindo garoto de costas à sua espera no meio de uma floresta atacada por um incêndio (ui!) e junto com sua atenciosa mãe deduz que irá ter que salvá-lo. Seria lindo se ela não tivesse que empacotar todas as tralhas e se mudar pra Jackson, em Wyoming, onde, a partir de detalhes coletados de suas visões, ela descobre que é o lugar onde o boy misterioso se encontra.
Então, a primeira coisa que Clara dá de cara quando entra na sua nova escola é Christian, sua obsessão, o garoto que ela só conhecia em visões, pelas costas e de perfil. Passado o susto, Clara luta para se aproximar de Christian (que, por acaso, tem namorada, como todos os bons partidos soltos por aí e que não jogam no outro time) e se concentra em desvendar os quatro Q’s (quando, o quê, porquê e como) da sua visão. Enquanto isso faz amizade com a meiga Wendy e a misteriosa Angela, além de ter o irritante, porém charmoso, Tucker (irmão gêmeo de Wendy) pegando no seu pé durante as aulas.
No cenário bucólico de Jackson, Clara tenta aprender a voar com sua mãe, que vai ficando mais e mais misteriosa com o passar do tempo, evitando falar sobre anjos e propósitos.
Os sentimentos de Clara por Christian se mostram confusos, e fica difícil saber se o que ela quer é dar uns gets nele ou se sua relação é puramente “profissional”.
A escrita de Cynthia flui suavemente, com pitadas de comédia e aventura. Grande destaque para as aulas de História Inglesa ministradas pelo professor Erikson. O cara dividiu a sala entre as classes sociais em voga na Europa da Idade Média, tipo um sorteio pra saber se você será parte do clero, da nobreza ou da servidão eterna. How awesome is that?? E os estudante ainda podiam acusar uns aos outros de bruxaria e votar pra saber se o réu iria pra fogueira. Gênio.
Todo o livro é pincelado por essa criatividade de Hand e to top it off, há um final revelador e que pode desgostar as mais conservadoras. Unearthly é simples e sem muitas surpresas, mas os detalhes peculiares e as relações aconchegantes valem a leitura. Um adorável Chick-lit!

O livro saiu mês passado, então só tem em inglês, mas pra quem se interessou pode se jogar no 4shared comprar na internet. Aqui tá o blog da autora.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Cookies and Tea

A Tempestade, William Shakespeare

a tempestade

Depois de ser destronado pelo próprio irmão, Próspero é deixado para morrer no mar num frágil barquinho junto com sua filha, Miranda. Mas os dois conseguem se salvar e passam a viver nessa ilha desabitada, onde Próspero adquire certos poderes. Anos depois, a vingança o chama a desencadear uma tempestade que naufraga o navio onde seus traidores se encontravam e que os faz acabar também na ilha. Com a ajuda do espírito Ariel, Próspero dá continuidade à sua vingança, que não é daquelas sanguinárias de novela das 9, que fique claro. Apesar de envolver uma tempestade, não infringe grandes danos às vítimas, é mais um jogo psicológico e, no final, o perdão e a compreensão prevalecem.

Além de Ariel, Próspero também “controla” Calibán, seu servo deformado. Esses personagens podem lhe ser conhecidos, leitor. Eu lhe digo o por que. Ariel e Calibán foram usados por Álvares de Azevêdo, poeta romântico brasileiro, pra representar as duas personalidades que ele assume em seu Lira dos Vinte Anos. Ariel é a parte conformada e obediente e Calibán, o desaforo e a rebeldia; assim o poeta personificou a dualidade romântica.

Voltando ao livro… também tem romance! Miranda se apaixona (e é correspondida) por Fernando, filho de um dos traidores de seu pai. Como não poderia ser diferente, esse amor é perfeito e idealizado. Na segunda vez que se vêem Miranda e Fernando já juram amor eterno, mas da forma mais bonita e inspirada, através da escrita de Shakespeare. Essa lenda morta consegue transformar uma sentença comum sobre uma ação cotidiana em uma bela dança de palavras e metáforas tão agradáveis que lhe fazem lê-las e relê-las até que se façam inesquecíveis.

A Tempestade não é a melhor obra de Shakespeare, mas sendo dele, é muito melhor que muitas por aí. Escrita em 1611, foi a sua última peça e vai pros cinemas pelas mãos da diretora de Across the Universe em algum momento desse ano.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sonhos de virgem

Que sonhas, virgem, nos sonhos
Que à mente te vêm risonhos
Na primavera inda em flor?
No celeste devaneio,
No doce bater do seio,
Que sonhas, virgem? – amor?

Que céus, que jardins, que flores,
Que longos cantos de amores
Nos lindos sonhos te vêm?
E quando a mente delira,
E quando o peito suspira,
Suspira o peito – por quem?

Sonhando mesmo acordada,
Pendida a fronte adorada,
Num cismar vago e sem fim;
Do olhar o fogo tão vivo,
A voz, o riso lascivo,
O pensamento é - pra mim?!

Quando tu dormes tranquila,
Cerrada a negra pupila
E o lábio doce a sorrir,
Então o sonho dourado
Nas dobras do cortinado
Vem esmaltar teu dormir!

Oh, sonha! – Feliz a idade
Das rosas da virgindade,
Dos sonhos do coração!
- Puro vergel de açucenas
Ou lago d’águas serenas
Que estremece à viração!

Feliz! Feliz quem pudera
Colher-te na primavera
De galas rica e louçã!
Feliz, ó flor dos amores,
Quem te beber os odores
Nos ovarlhos da manhã!
 

Casimiro de Abreu.