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quinta-feira, 25 de abril de 2013

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Minhas Férias

 

"Get on your dancing shoes, you sexy little swine!"

Hoje tem.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

A menina, a câmera e o guarda-roupa #15









 Vestido: Mainha Fez
Colar: emprestado da minha tia
Sapato: Arezzo (tem bem uns três anos)

Nesse momento minha cabeça está um emaranhado de sentimentos e ideias e suposições e tristezas e alegrias. A adolescência ainda deve estar em mim. Tenho uma vida maravilhosa: estudo na Universidade que todos querem, tenho casa, pais, família e amigos que amo, tenho um estágio, saio de vez em quando, fico em casa quando quero, não trabalho muito, não preciso sustentar família, posso juntar dinheiro pra viajar, enfim. Tudo o que eu desejaria e poderia pedir.

Mas, às vezes, me cai o sentimento que falta alguma coisa e a ansiedade me consome. Talvez pode ser até falta de problemas, como diria minha mãe. Está chegando o dia (que eu pensava e desejava que estivesse muito longe ainda) de acabar a faculdade e eu simplesmente não sei o que fazer. Meus planos de adiar isso por mais um ano parece que não vão vingar e eu vou ter que me redimir ao bom e velho TCC (que não tenho nem tema ainda, vale ressaltar). Mas isso é o de menos. O de mais é o que eu vou fazer quando acabar a faculdade. Não quero morrer de trabalhar, nem quero morrer de tédio fazendo uma coisa que não tenho vontade, mesmo que o dinheiro seja bom. Minha vontade mais urgente é mesmo abrir uma barraca de sucos em uma praia na Austrália e viver entre os surfistas de bem com a vida e com a natureza, fechando o negócio às 18h pra ainda dar tempo de dar um mergulho no mar.

Mas, ao mesmo tempo, eu sei o que eu quero, apesar de saber que não existe aqui perto de mim. O estranho é perceber que isso não me deixa pra baixo. A história de uma pessoa a milhares de quilômetros de mim me fez perceber que tudo chega, você pode ser o que quiser se persistir naquilo em que acredita. Vendo que Carrie conseguiu o que tanto sonhou depois de ficar muito tempo em um limbo, sem esperanças e sem saber o que fazer, me faz perceber que, mesmo que eu não veja agora, tudo o que eu quero pode estar muito perto de mim. E mesmo que esteja longe, se eu esticar o braço com toda a força e a vontade que eu tenho, posso alcançá-lo eventualmente.

terça-feira, 19 de março de 2013

Lisa e Monsieur Tempo


Lisa  achava que suas amigas estavam crescendo rápido demais. Enquanto ela continuava desejando e gostando das mesmas coisas, as outras passaram a se importar mais com coisas diferentes, coisas de adulto. E ela não havia percebido isso até agora.

Rita, Cláudia e Aurélia se preocupavam tanto e tão intensamente, que Lisa se perguntava se não era ela a errada por não levar tudo tão à sério. Era um corre-corre, um "não posso agora" insistente. Lisa se perdia. Não conseguia mais o contato, outrora tão fácil. 

Até mesmo as conversas eram difíceis na vida de Lisa. Ela lembrava com inveja do seu eu de tempos atrás, que ficava leve de risadas com as amigas não-adultas, quando trocavam bobagens sem sentido depois da aula. Agora todas têm trabalho, todas têm aulas extras, todas têm cansaço, todas querem ir pra casa.

Nada de lamches divididos, nada de tempos tranquilos, nada de cabanas feitas com lençóis.

Lisa entendeu que o Monsieur Tempo é bem mais forte que ela e pode levar quem quiser com ele. Monsieur Tempo já tem suas amigas bem comportadas debaixo de suas asas. Lisa se deu conta de que a única coisa que Monsieur Tempo não pode levar embora é ela própria.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Não tá fácil pra ninguém



Comecei a assistir a mais um seriado de mulherzinha. Esse talvez o mais conhecido e reverenciado seriado de mulherzinha da história, apesar de ser original e direto (ou talvez por isso mesmo). Desde 1998, quando foi lançada, Sex and the City mostrou - se é que alguém tinha dúvidas disso - que mulheres também falam sobre sexo, e não é pouco, não. 

Mas o que importa, e o que me chamou a escrever, é que a cidade de Carrie Bradshaw poderia muito bem ser Recife. A identificação foi bruta e imediata. Em cada fala do episódio piloto eu consegui encontrar paralelos com a minha vida e com a vida de recifenses que eu conheço. Quatro tópicos são os que mais chamam a atenção para a crueldade da vida em uma metrópole (NY ou Recife, your choice). 

1) Muitas mulheres lindas e interessantes solteiras
“Há milhares, talvez dezenas de milhares de mulheres assim nessa cidade. Todas nós as conhecemos e concordamos que elas são ótimas. E todas estão sozinhas.” Pois é, Carrie, aqui em Recife não é diferente. É só andar pelas ruas, pelos restaurantes, pelos shoppings e até pelas baladas, o que mais se encontra são grupos de amigas se divertindo, sem homens por perto. O que não é ruim!, não me entenda mal, mas um boy magia é sempre bom, não é verdade? No entanto eu posso enumerar várias, várias mulheres que eu conheço que são lindas, fofas e criativas, porém solteiríssimas.
“É como o enigma da esfinge. Por que há tantas mulheres solteiras e nenhum homem solteiro?” Eu tenho que concordar com você, todos os bons partidos estão comprometidos. E só as fortes e sortudas conseguem agarrar um desses no pequeníssimo hiato em que eles se encontram disponíveis, entre um relacionamento e outro. Eu não sei em Manhattan, mas aqui em Recife existe um motivo simples e triste para isso tudo. Tá faltando homem. De acordo com dados do IBGE, entre os 20 e os 29 anos de idade, amiga, há 12 mil mulheres há mais que homens. E quanto mais se aumenta a idade, mais a diferença aumenta. Agora você pode passar essa informação na cara das tias que sempre perguntam “cadê o namorado”.

2) A fênix
Essa categoria de boy deve existir em todas as cidades do mundo, mas em Recife, querida amiga Carrie, a situação se agrava. Como todos os recifenses sabem, a cidade é um ovo. Todo mundo conhece todo mundo, principalmente porque as mesmas pessoas vão sempre para os mesmos lugares. E isso é praticamente um criadouro de fênix. Aqueles seres mitológicos que, por mais que você tente, por mais que você diga que não sente mais nada e que xingue até a terceira geração do indivíduo, de repente ele reaparece mais lindo e tentador do que nunca. “Não olhe agora. A cruz da sua vida está no bar. Eu não tenho paciência para aguentar seus lamentos por ele pela quarta vez.” Quem noonca ouviu isso de alguma amiga? Com certeza não foi só você, Carrie.

3) Príncipes não existem (William já casou e Harry não é flor que se cheire)
Pegando carona no tópico anterior, é perfeitamente claro que ninguém é perfeito e a vida é assim. Temos que aprender a levar foras e levantar como se nada tivesse acontecido, porque nem sempre os boys estão disponíveis/lhe querem. E apesar de não haver (de jeito nenhum) tantos peixes no mar assim, sempre se arranja um jeito. Se eu fosse você, ouviria sua amiga Miranda: “O cara certo é uma ilusão! Comece a viver sua vida!” Então, gatã, vá viver/fazer o que gosta e não o que outra pessoa que nem liga pra você está vivendo/fazendo. (Esse tópico ficou bem trabalhado na conselheira, mas conselho nunca é demais.)

4) As gay amam mais
Não é só você que tem amigo gay, Carrie. Não é só você que vive rodeada de casais gays. Nós em Recife também. Seu amigo Stan tem razão: “Estou começando a achar que o único lugar onde ainda se pode achar amor e romance em Nova York é na comunidade gay. O amor hetero é que se tornou enrustido.” Stan, agora você recebe palmas de uma aluna do CAC. Porque há muito mais partidões gays do que héteros. As coisas seriam tão, tão mais fáceis se gays também gostassem de mulheres. Eu tenho certeza que haveria muito menos mulheres solteiras em Recife.


Essas coincidências (ou não) servem para lembrar que você, Carrie Bradshaw, não está sozinha nessa luta! Existem muitas outras meninas inteligentes e de boa índole dando sopa por aí, inclusive em outros países e outras realidades. Só não lhe digo que tem um Mr. Big no seu futuro porque aí seria spoiler.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Indícios apontam existência de vida inteligente no Sítio Histórico

Eu ri bastante quando uma amiga minha (aquela fofinha que pensa cada coisa!), chegou pra me dizer que antes de me conhecer achava que não morava ninguém no Sítio Histórico de Olinda. Ela achava que devia ser assim como um cenário ou um set de filmagem; as casas todas vazias, só aparecia alguma alma viva em fevereiro mesmo. Como uma cidade zumbi, que só se enche no Carnaval, com gente de fora, quando os donos das casas (que não moram lá) alugam suas casas vazias para pessoas de outros estados e marcas de bebida e canais de TV.

Para acabar com essa fantasia, deixa eu dizer a vocês... existe vida no Sítio Histórico de Olinda além do Carnaval! Olha, que beleza!

Apesar de não ter tanto movimento quanto uma Boa Viagem da vida, as pessoas moram e vivem aqui. E até parece um bairro mesmo (oficialmente não é). Além de ladeiras, ruas estreitas, Quatro Cantos, pousadas, Creperia, igrejas, Licoteria e inúmeras galerias, tem também restaurante, padaria, mercadinho, sorveteria, salão de cabeleireiro, posto de saúde, fiteiro, escolas e delegacia de polícia (Tourist Police, que a gente é chic).

De manhã parece mesmo é cidade pacata do interior. Não tem carro de som, nem carrinho de CD’s piratas, ninguém escuta som alto, não passam muitos carros, não tem semáforo. Tem é gente andando a pé, de bicicleta, indo pro trabalho ou pra o colégio e dando “bom dia”. Lá pras 11h aumenta o movimento porque os turistas vão passear, de boné, tênis, meia no meio das canelas e câmera nas mãos. Sempre tem em média uns três ônibus de turismo estacionados aqui perto de casa. Nota: morar no Sítio Histórico é aprender a reconhecer gringo de longe e saber dar informação em mais de uma língua ou, para o caso do monoglota, em língua de sinais.

À tarde a gente vai passear no Sítio de Seu Reis com o cachorro, onde tem sempre gente correndo, não importa o horário. Tem também Tai chi chuan e dança pra quem quiser. Se quando começar a escurecer já for sexta ou fim de semana aí sim, tem mais gente na rua. E dá para ouvir as alfaias da sala de casa. Principalmente quando tá chegando o Carnaval.

Daria pra saber que ele está chegando mesmo sem o calendário e sem que todo mundo precisasse lhe lembrar a toda hora no Facebook e na TV. São as placas de “aluga-se”, as fitinhas coloridas penduradas nas ruas, as pinturas novas das casas, a decoração feinha e igual todo ano da prefeitura, os bloqueios de carros e a pressão pra pegar logo o seu adesivo de morador.

Quando chega na dona sexta-feira, antes do seu Zé Pereira, o movimento aumenta, assim, só um pouquinho. É preciso uma meia hora pra se atravessar uma rua e todos somos agraciados com o famoso perfume biológico que impregna algumas delas. Todo mundo diz: “nossa, deve ser muito bom morar no meio da folia!” Eu não vou mentir: é bom. Mas dá trabalho. É acordar às 6h pra, antes de sair, lavar o banheiro social que vai ser usado por todos os seus amigos e conhecidos (até desconhecidos apertados, às vezes) que você nem lembrava mais que existia, mas que, no Carnaval, resolvem lhe fazer uma visita rápida porque estavam “de passagem”. Além disso, é preciso limpar a casa (cheia de pegadas deixadas pelos visitantes no dia anterior), encher a garrafa d’água, providenciar os copos de plástico e colocar a mangueira do lado de fora para o caso de alguém vir pedir para dar um banho no amigo bêbado desacordado. 

Tudo isso a gente aguenta feliz e de sorriso aberto porque, afinal, é Carnaval! E, amiga, por mais que a gente ame esse pedacinho da cidade todos os dias do ano, nunca se ama tanto esse lugar quanto durante os quatro dias de Momo.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Jornalismo da Depressão

Eu tenho TOC com texto não justificado. Essa ferramenta com as linhazinhas horizontais todas organizadinhas, uma em cima da outra é a mais bonita e a mais usada do meu Word. 

domingo, 13 de janeiro de 2013

A menina, a câmera e o guarda-roupa #13: casa de Nyna antes da UK








Talvez a melhor coisa de sair pra night com asamigue seja aquele tempinho em que está todo mundo se arrumando junto e falando besteira, e dizendo as outras como elas estão lindas e que tanto faz a blusa que escolher elas continuarão lindas, e como você tem que se jogar no chão pra recuperar o batom que caiu embaixo da cama, e lembrar a todas que como uma tia dizia, tínhamos sempre que passar um pouco de perfume entre os peitos. Tem também a parte de olhar o evento no Facebook e ver quem confirmou presença e a parte das fotos estranhas/espontâneas/cafuçu.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A city without Christmas is a sad city.

Uma das coisas mais tristes de se ver são as pessoas retirando suas decorações de Natal.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Volta às aulas


Eu senti falta daqueles indies, não vou mentir. Ver eles todos amontoados na frente do prédio, fazendo o que eles sabem fazer de melhor: se achando melhores do que todo mundo; me deu uma sensação de volta pra casa (inevitável depois de quase seis meses fora). Eles continuam os mesmos. Não sei se eu continuo a mesmo ou se mudei. É, eu mudei. Nesse tempo eu já os odiei e os aceitei de novo. Agora estou de bem com eles; contanto que não venham com a sua superioridade para perto de mim está tudo ok.

Senti falta de chegar lá e ver todas aquelas caras conhecidas (que não são indies), mas que no fundo eu nem conheço. Nunca falei, apesar de saber o nome, e algumas outras coisas, dos tempos de stalker. Foi bom ver de novo uma das pessoas que rendiam estórias imaginadas e desenhos sem noção nas aulas de Português 4.

Foi bom chegar na sala de aula e ver o professor xingar muito porque nada funciona. Nem o ar-condicionado (o que fazia ele repetidamente retirar o suar que escorria pela testa com a mão), nem o projetor, nem os cabos. Senti falta dos médios 20 minutos que o professor gasta pra ir na coordenação reclamar ou pegar outro projetor. Mas no final sempre dá certo e a aula continua.

Esqueci de dizer que senti falta de pegar Dois Irmãos (Rui Barbosa) e passar uma hora dentro dele.

Senti falta do banheiro fedorento, quase sempre sem papel, mas que tem os melhores poemas e inspirações para a vida que alguém pode querer enquanto se concentra no número um (o dois é impossível nesse ambiente, pelo menos para mim).

Enfim, eu senti falta do CAC e da UFPE.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

A vida no andar de baixo

Pra quem não sabe, quando a gente chega no inferno eles te mandam acordar às 5h30, tomar banho gelado e depois te mandam pra parada de ônibus, onde você tem que pegar o bendito às 7h. Só que nessa parada só passa Rio Doce/Piedade, Rio Doce/Príncipe, Rio Doce/CDU e a lenda imortal Barro/Macaxeira. Sendo que lá o dia todo é horário de pico, e você fica fazendo isso até mais ou menos 23h30. E no outro dia eles te acordam às 5h30 pra fazer tudo de novo. 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

English exercise


people or things that encourage me
- my dreams
- other's success

people or things that cheer me up
- my friends

people or things that discourage me from doing something
- lazyness

people or things that get me down
- mean people

people or things that make me stick with it
- Harry Potter

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Sete ônibus ao dia

Tô me sentindo muito sozinha essa semana. Veja bem, eu sei que tenho muitas amigas e amigos maravilhosos. Sei que não tenho o direito verdadeiro de reclamar. Mas acho que é da humanidade; tenho necessidade de fazer drama sobre meus sentimentos.

Então, desde domingo estou numa ansiedade louca de falar com  alguém. De falar com alguém todo dia. No domingo mesmo me encontrei com minhas amigas da escola e é tão bom quando estamos juntas que todo o espaço no meu peito é preenchido e não sobra nada para a solidão. Mas parece que depois desses momentos é que a saudade aperta. À noite todas elas foram com seus respectivos pares comer tapioca. Eu fui chamada, é claro (tenho que agradecê-las por sempre lembrarem de mim), mas não fui. Tudo tem que ter limites, inclusive seguração de vela(s). Segunda de manhã eu fiz uma ligação mendiga para uma das amigas, só pra falar com alguém, escutar outra voz que não a minha. Essas ligações são estranhas. Eu posso mesmo dizer, e digo, o motivo da ligação, que só liguei pra falar com alguém, e elas entendem. Mas chega uma hora que não existe, de jeito nenhum, mais assunto. Esse é o problema com o telefone: mesmo que as duas pessoas nos dois lados da linha queiram ficar juntas, chega uma hora que não faz mais sentido (ou o bolso não aguenta) prolongar uma ligação despretensiosa. 

Enquanto minha federal está de greve, minhas irmãs só pensam em estudar e nem com elas (que deveriam me babar e não o contrário) consigo ter uma conversa maior do que os dez minutos no café da manhã antes de todas sairmos. Minha mãe também não parou em casa essa semana. 

Ontem foi o ápice. Devo ter batido um novo recorde olímpico; peguei sete (SE-TE) ônibus ao longo do dia. E eu tenho um problema com ônibus. Não posso passar muito tempo neles que a solidão sobe e senta bem ao meu lado. Deve ser toda essa gente que passa, senta, vai, volta, conversa, fala ao telefone, desce; e eu ali, no mesmo lugar, sem sair. No fim do dia eu já não aguentava mais.

Hoje de manhã a minha ansiedade estava estratosférica. Me segurei para não ligar para a mesma amiga da segunda. Liguei pra outra, mas tenho que aprender que as pessoas não estão disponíveis para mim 24h por dia. Elas não têm tempo para ficar batendo papo. 

Eu odeio Facebook. Pra mim, Mark Zuckerberg é um megalomaníaco controlador. Só uso porque é o meu contato com as coisas da faculdade e com amigos que de outra forma não conseguiria alcançar. Eu tento entrar o mínimo possível. Mas quando eu estou ansiosa e querendo desesperadamente falar merda com alguém, eu entro e não canso de apertar Home de cinco em cinco minutos. No momento em que estou fazendo isso eu sei que é uma atitude patética. Sei que é minha ansiedade. E sei que não é uma rede social idiota que vai conversar comigo e fazer minha solidão passar.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ele não vem.

É meio estranha essa sensação. O pior é que ela é recorrente; de repente vai embora, mas sempre volta. É inquietante, angustiante, chata, irritante. Uma espera sem fim que me faz apertar o f5 dez vezes por minuto, mesmo sabendo que nada acontecerá quando a página voltar. Não pode acontecer. O que eu preciso não é virtual, não aparece como mágica na tela do computador. Talvez para algumas pessoas felizardas, não para mim. Mas o alívio também não vem na vida real, no entanto. Como mágica, nela também não aparece. Nela acho que é até pior. E a espera continua. Por algo que não vem.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

A menina, a câmera e o guarda-roupa #3

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Minha mãe tirou as fotos, então desconsiderem o pouco enquadramento.

Eu queria tanto postar aqui regularmente, mas tô mais ocupada que telefone de fofoqueira. Neste momento estou me atrasando para pegar o GOL (pra quem não sabe, Grande Ônibus Lotado) só para postar. Isso porque me acordei às 4h para ler a pesquisa e fazer as perguntas para a matéria que tenho que fazer para amanhã. Não terminei de ler o texto que o professor de Crítica de Cinema pediu (farei isso no ônibus), muito menos fiz a resenha. Perdi meu dia ontem indo pra uma aula improdutiva (chega a ser hilária de tão inútil) e nem tive orientação para o meu projeto que, por sinal, preciso acabar.

Ah, e o sono mandou lembranças!

sábado, 22 de outubro de 2011

A menina, a câmera e o guarda-roupa.

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Coincidentemente honrando o post anterior estou eu vestindo essa camisa que pintei com essas duas mãos que vos escreve, baseada em alguma coisa que vi no tumblr dia desses. Se meu status continuar do jeito que está, coberto de teias de aranha, vou continuar esperando o vampire viking pra sempre ou serei obrigada a mudar o status do Facebook, só para ele não se tornar obsoleto.

Desenterrei essas botas All-Star que eram a sensação nos meus tempos de 5º, 6º, 7º série. Era assim: eu e minhas amigas éramos punks, sim, punks. E para fazer jus à nossa tribo, nos produzíamos vestindo invariavelmente: saia jeans, blusa preta, olhos bem escuros e essas botas. Depois nossos pais nos levavam ao cinema (que fica dentro de um shopping), e lá liberávamos toda a nossa fúria, comendo pipoca e assistindo à mais nova comédia romântica americana.

Mas o que importa mesmo é Eric Northman, um beijo, seu lindo!

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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Recife Frio

Brrrrrr!! Acabei de sair do banho, CONGELANTE, diga-se de passagem. Recifense não aguenta baixas temperaturas. Se bem que nesse “inverno” não vamos presenciar nada abaixo de 27° C. Mas se isso que eu tô presenciando é 27° C, minha amiga, é frio sim! Fico tremendo se não tiver de casaco. É cada vento horripilante que vô te contar. Agora mesmo tô de calça, camisola, casaco e meias.

Nem precisa de menos graus, essa temperatura já tá ótima pra o recifense ter o gostinho de se sentir. Até as vendas de café, chocolate quente, vinho e fondue aumentaram. Nas ruas você não sabe mais se tá na Europa ou no Nordeste. Mentira, sabe sim; a gente passa tanto tempo esperando pra usar as roupas lindas de frio que quando chega na hora quer usar tudo de uma vez. Não quer nem saber: ventou, agarra a encharpe, o trench coat, as botas e sai na rua pra tirar o mofo daquela roupa usada num FIG longínquo ou numa viagem à um estado menos provido de quentura.

domingo, 17 de julho de 2011

Direitos, Gaga e Tartaruga Ninja.

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“Muro” da Biblioteca Central da UFPE.

sábado, 16 de julho de 2011

É tudo uma questão de gentileza.

Tudo seria tão mais fácil se as pessoas olhassem e tratassem as outras com algum respeito e carinho.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

CNH

Ah, o alívio! É o que eu sinto agora depois de, o que?, quatro meses de aulas teóricas e práticas pra me tornar confiável atrás de um volante. Também depois de uma manhã de estresse no Detran mais ou menos um mês atrás, reprovando na prova prática única e somente porque não olhei no retrovisor quando fui dar ré na baliza. Mas hoje cheguei lá às 8:30h, depois de uma viagem no carro da auto-escola ao som de Aviões do Forró, e só saí às 14:00h. Minha bunda já amassada de tanto ficar pregada na cadeira quando a amável mulher de coque e batom vermelho nos lábios escuros, e que chamava a gente de meu amor, chamou meu número: CFC Brilhante, número 5!

Minha perna tremia mais que uma britadeira em cima da embreagem, mas eu coloquei uma coisa na cabeça: hoje eu vou passar. No way que eu vou ter que vir aqui outra vez, desperdiçar mais cinco horas da minha vida! Então subi a rampa, parei, sem estancar dessa vez, segui caminho quando o mocinho lá me mandou ir em frente. Na fila da garagem eu ainda tinha uma britadeira no lugar da perna, mas fiz tudo bonitinho e entrei certinho entre os cones. Saí de lá rindo quando o examinador falava para a mulher parada no carro na garagem ao lado da minha: “Minha senhora, você sabe dar ré? Dê ré, vá!”

Fiquei meio sem saber o que fazer quando cheguei no semáforo e ele estava desligado. Resolvi ignorar os pensamentos sobre minha provável impotência de enxergar qual cor estava acesa e segui em frente. Depois do segundo e último semáforo, me dei conta que eles realmente estavam desligados. A próxima e derradeira prova seria a baliza, sim, a que eu reprovara da última vez. Apesar disso a britadeira não mais estava lá e minha perna tremia no máximo como quando tenho frio. Tinha certeza de que meu único erro fora não olhar no retrovisor, e assim fiz tudo tão bonitinho que o examinador nem me deixou finalizar a manobra, antes disso já dizia: “Brilhante, pode tirar o carro sem bater.” E depois de sair do carro eu estava tão alegre, tão aliviada, que quase dei um abraço nele. Senti que o obrigada não era suficiente. Também quase dei um abraço na senhora de batom vermelho que vai continuar chamando as pessoas para mais uma prova em suas vidas.

Também tenho vontade de dar um abraço no meu instrutor, Alexandre, com toda a sua calma e gentileza ao ensinar. Meu pai disse que iria levar um pão integral (dos que nós fazemos) para ele. Talvez eu vá dirigindo até lá lhe entregar o pão. Ah, mas isso só se for depois da minha primeira corrida como habilitada, que há muito prometi seria uma ida até a videolocadora mais próxima.